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Dia da Marinha assinalado em Peniche

Francisco Gomes

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O ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes, e o secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello, participaram nas comemorações do Dia da Marinha, no passado domingo, altura que se assinalaram os 520 anos da chegada de Vasco da Gama a Calecute, na Índia. A cerimónia teve lugar na Ribeira Velha, em Peniche.
Cerimónia na Ribeira Velha (foto Carlos Tiago)

O chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional, almirante António Mendes Calado, no seu discurso, afirmou que a Marinha “tem 782 mulheres e homens em missão, contribuindo para o que o nosso país use o mar e para afirmação de Portugal como co-produtor de segurança e de paz”.

Descreveu as intervenções em curso em vários teatros de operações, como os fuzileiros na Lituânia, os mergulhadores sapadores que integram uma força naval da Nato, os militares em combate à pirataria na Somália ou às redes de tráfico de seres humanos no mar Mediterrâneo, entre outras ações.

Enumerou depois o salvamento de mais de 1300 vidas de imigrantes no mar Mediterrâneo em 2017, no âmbito do programa de controlo das fronteiras externas da União Europeia e de combate à migração irregular, e o socorro de 410 pessoas no território nacional, elevando para mais de 6700 vidas salvas nos últimos dez anos em Portugal, envolvendo a Marinha, a Força Aérea e a Autoridade Marítima.

A Marinha esteve também empenhada, durante 160 dias, com os seus meios humanos e materiais, no apoio às populações afetadas pelos incêndios florestais.

O almirante aproveitou a presença do ministro para apontar “algumas limitações decorrentes do acentuado envelhecimento das corvetas e dos patrulhas” do dispositivo naval, revelando a existência de um programa de construção de seis navios de patrulha oceânicos, que “dará um relevante contributo para melhorar a eficácia do cumprimento da missão da Marinha”.

Quanto aos recursos humanos, reconheceu que a Marinha “enfrenta o desafio de melhorar a capacidade de recrutamento e de retenção de recursos humanos”, adiantando que “as iniciativas neste domínio já surtiram feitos no recrutamento em 2017”. Apelou, contudo, ao “completo preenchimento dos efetivos máximos autorizados”, de forma a criar condições para fazer carreira na Marinha.

Está a decorrer, até ao dia 13 de junho, o concurso para mais de 119 vagas para a categoria de praças. Os jovens deverão ter no mínimo o 9º ano de escolaridade e podem candidatar-se a diversas áreas tais como administrativos, comunicações, condutores mecânicos de automóveis, eletromecânicos, manobras, operações, taifa (que inclui vagas para cozinheiros, despenseiros, padeiros) e técnicos de armamento.

No âmbito do Dia da Marinha, ao longo da semana decorreram em Peniche diversas iniciativas como exposições, navios abertos a visitas, atividades desportivas, batismos de mar e concertos.

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