Aquele que foi durante as décadas de 70, 80 e 90 um dos mais importantes certames da área a nível nacional, e que depois de um período de interregno foi retomado nos últimos dois anos no Parque D. Carlos I, terá como novidades desde logo a recriação da Praça da Fruta, no largo das bicicletas, com o objetivo de “as pessoas sentirem-se realmente na Praça”.
A “terceira edição desta terceira temporada”, que foi apresentada na passada quinta-feira à noite, no Céu de Vidro, durante um jantar servido pelos alunos da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, pretende levar novamente os vendedores do mercado para o certame, mas desta vez com um ambiente semelhante ao que se realiza diariamente ao ar livre na Praça da Fruta, com “um tabuleiro exatamente igual daquele espaço”.
Entre outras novidades desta edição, o vice-presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Hugo Oliveira, destacou o espaço institucional, que será feito de “forma diferente”, pois não terá a tenda institucional na entrada da feira”, como habitual. “Percebemos que devíamos dar uma certa amplitude ao espaço”, esclareceu Hugo Oliveira, adiantando que optaram por “stands individualizados”.
A feira, que este ano tem como lema “Promovemos a produção nacional”, contará igualmente com um espaço dedicado às DOP’s (Denominação de Origem Protegida) & IGP’s (Indicação Geográfica Protegida), permitindo aos visitantes “provar os produtos e evidenciar aquilo que de melhor se produz nesta matéria no nosso país”. Terá igualmente os habituais expositores com a venda e mostra de produtos hortofrutícolas frescos e transformados, maquinaria, entre outos.
Para o vice-presidente, “ o objetivo é conseguir ter cada vez mais presença de legumes e frutas na nossa feira, e com isso ter mais vendedores no espaço”. Dentro da produção nacional, a Frutos também terá um espaço na rua dos plátanos, dedicado à dinamização e sensibilização dos visitantes para a produção agrícola, com o espaço “Vamos à horta”.
Tal como nas últimas edições também haverá as sessões temáticas, que desta vez vão funcionar na Casa dos Barcos, e será um espaço onde as pessoas poderão assistir a palestras e visitar o consultório técnico.
Outro dos principais atrativos da feira será o cartaz musical, com Carolina Deslandes, na abertura e os Resistência, no encerramento. Pelo meio passarão outros grandes nomes musicais como Aurea (18 de agosto), O mundo da Sara (19 de agosto), FF, Júlia Valentim e Banda Comércio e Indústria (20 agosto), Bandas das Caldas (21 de agosto), David Antunes & The Midnight Band (22 de agosto), Matias Damásio (24 de agosto), Cuca Roseta (25 de agosto) e eleição da Miss Frutos compõem o programa. No que diz respeito aos bilhetes para os concertos, não será necessário efetuar a troca de passe ou bilhete diário vendido com antecedência.
Paralelamente haverá um conjunto de outras atividades, como os habituais showcookings de chefs da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste e um espaço de provas de vinho e degustação de enchidos e queijos, de modo a criar “um espaço próprio para a alimentação”.
Contará novamente com um espaço dedicado aos “mais pequenos”, à cerâmica, ao artesanato, bem como à restauração e bares, que “este ano será um pouco reduzido, com cinco bares e sete restaurantes”, que serão acompanhados de animação com dj’s antes e após os espetáculos.
Este ano terá novamente o serviço de estafeta, que permitirá que as pessoas façam as suas compras sem andarem carregadas pelo recinto, mas com “pequenas alterações”. Quem requisitar este serviço vai ter dois pontos de recolha, um na feira junto ao secretariado e outro no exterior em frente ao Hospital Termal.
Relativamente ao estacionamento serão colocados assistentes, que disponibilizarão informação sobre o evento e ainda a oferta de mais três horas de estacionamento nos parques subterrâneos do município, na compra de um bilhete. “A ideia é que as pessoas possam parar dentro dos parques e andarem pela cidade”, frisou Hugo Oliveira.
Com a perspetiva de atingir novamente os 105 mil visitantes, a Feira Frutos, que realizará a 30ª edição, tem como orçamento previsto 450 mil euros, menos 13 mil euros do que no ano transato e um apoio de cinco mil euros da Entidade de Turismo do Centro. “Estamos a reduzir de ano para ano aquilo que é o custo da despesa, aumentando o valor dos bilhetes para tentar manter o equilíbrio do próprio evento”, explicou o vereador. A Frutos 2018 tem também como objetivo obter a classificação de “Eco-Evento”, destacando-se pelo compromisso de redução do impacto ambiental resultante do evento e promovendo a gestão adequada de resíduos.
Presente na apresentação esteve a diretora regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, Elizete Jardim, que sublinhou que “a Feira Nacional da Hortofruticultura é um dos certames que dá gosto de vir fazer compras” e que apela à promoção da produção nacional “cá dentro”.
Já o presidente da Câmara Municipal, Tinta Ferreira, sublinhou que o certame é um “evento de grande impacto não só na comunidade caldense, mas em todo o país”. Aproveitou para recordar que a Frutos tem sido um “enorme sucesso”, atraindo “milhares e milhares de pessoas à cidade”, o que por sua vez, tem ajudado a reafirmar as Caldas “como destino de excelência na região Oeste”.
Para justificar esse investimento, o município adjudicou um estudo ao Instituto Politécnico de Leiria para os próximos três anos, de modo a avaliar o impacto do certame na economia do concelho.
As entradas para o evento, com acesso aos concertos, custam entre os 3 e os 5 euros, dependendo dos dias, e a autarquia disponibiliza um passe geral a 12 euros (abril a julho).






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