A associação acolhe estabelecimentos que se distinguiram pela sua ligação a eventos culturais de referência e pontos de encontro de escritores, poetas, políticos e intelectuais. Fazem parte 23 cafés europeus, oito dos quais são portugueses – Café Santa Cruz, de Coimbra, Majestic e Guarany, no Porto, Confeitaria dos Pastéis de Belém e a Pastelaria Versailles (ambas em Lisboa), Café-Bar São Gonçalo, em Amarante, e a Pastelaria Gomes, em Vila Real, aos quais se junta agora o Café Central.
O objetivo é a preservação da herança cultural, arquitectónica e artística dos cafés históricos. Um dos requisitos para ser membro é ter um passado pelo menos de cem anos, sem que tenha alterado a sua natureza distintiva e manter-se como referência nos locais em que se insere.
O Café Central supõe-se que seja um dos cafés mais antigos das Caldas da Rainha, por ter começado a funcionar no século XVIII, apesar de ter sido na década de 1930 que se tornou um dos locais de referência da cidade. No regime da ditadura, era conotado pela polícia política como local de conspiração da oposição e esteve sempre ligado a uma certa “elite pensante”, que organizava tertúlias e discussões.
Café mítico do centro histórico das Caldas da Rainha, é considerado por muitos como sendo uma importante peça do património social e cultural da cidade.
2006 foi a data da última remodelação, deixando o espaço com alguns pormenores de design mais atuais e arrojados. Mas o elemento mais emblemático do espaço é um painel de baixo relevo de Júlio Pomar, designado por “unicórnio”, datado dos anos 50 do século passado.




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