Esta modalidade segue a mesma linha do FloatFit, que também acontece em cima de uma prancha e baseia-se no modelo de treino HIIT, alia o treino funcional à instabilidade de ser feito em cima de uma plataforma flutuante.
A modalidade começou a ser apresentada há dois anos nas piscinas da zona de Lisboa, onde Inês Faria, instrutora do FOW não resistiu em experimentar, acabando por trazê-la para integrar o plano de aulas dos Pimpões, no início deste ano, sendo até agora o único ponto no distrito de Leiria.
Segundo a instrutora do FOW, “as aulas são um misto de divertimento, de trabalho e de exaustão, e quem quiser trabalhar ali é o sítio certo”. Na verdade, explicou que “aqui a prancha só torna o exercício mais desafiante, pois provoca mais desequilíbrio, o que, por sua vez, ativa mais músculos do corpo, sobretudo os da zona do core [grupo de músculos localizados no abdómen, responsáveis principalmente pela sustentação e estabilização da coluna lombar]”.
“É uma espécie de treino funcional, onde trabalhamos um pouco de tudo, os braços, os abdominais, a zona lombar, as costas e principalmente a parte cardiovascular”, sublinhou a instrutora. Igualmente disse que passar o peso do corpo para a perna da frente, alongar o tríceps ou tirar a pressão da lombar em cima de uma superfície instável, acaba por “invocar um conjunto de músculos que por vezes não estamos habituados a usar”.
Para além dos benefícios que a prática de exercício oferece, o facto de decorrer num ambiente húmido da piscina beneficia também na melhoria da condição respiratória.
Durante 40 minutos a agachar e saltar em cima de uma prancha, e sempre acompanhado por música, o FOW também tem uma componente de relaxamento e vai buscar inspiração a movimentos de ioga.
As aulas decorrem todas as terças e quintas-feiras, às 20h00 e aos sábados às 11h00, nas Piscinas Municipais. Neste momento, a modalidade conta com três turmas em funcionamento, com alunos de várias idades. Aliás, Inês Faria afirmou que “não é uma modalidade desenhada para uma faixa etária específica, uma vez que ela se adapta a diferentes graus de dificuldade”.
“Cada um faz o exercício ao seu ritmo, não há grande nem pouca intensidade”, sublinhou a instrutora.
Para Inês Faria, “o FOW tem sido um desafio diário, pois à medida que vamos avançando nos exercícios as pessoas vão tendo uma experiência nova e perdendo o medo. É muito bom e divertido”.
Quem também participou nas aulas de FOW, pela primeira vez, foi Mónica Gaspar, que adorou. Apesar de ter estado “algum tempo sem fazer exercício”, Mónica Gaspar decidiu experimentar a modalidade. “As pessoas têm um bocado receio, porque acham que caem facilmente e que não é para elas. Mas nada como vir experimentar e fazer os exercícios ao seu ritmo”, esclareceu a responsável, adiantando que “à medida que nos sentimos mais seguros vamos arriscando, e isso é muito interessante”.






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