Munidos de cartazes com comparações de preços por eles praticados e pela empresa de rent-a-car, que dizem ser “muito mais elevados”, os sete taxistas quiseram dar a conhecer aos clientes do hotel que “estão a pagar mais do que deviam”.
“Não se consegue compreender como é que carrinhas de rent-a-car andam a fazer o serviço de táxis. Os motoristas não têm formação de táxi, nós temos taxímetro e eles não, e num serviço de 100 euros eles cobram 170 euros. Se for eu, sou logo preso”, manifestou Fernando Leitão, um dos ocupantes da praça de táxis instalada junto ao hotel desde 2004.
“Há clientes que vêm diretamente ter connosco, mas a maioria pede à recepção do hotel, que neste momento dá prioridade ao rent-a-car. Perdemos quase todo o serviço e há dias em que não se faz nada”, lamentou.
Carlos Carvalho, outro taxista, explicou que “não podemos trabalhar para mais lado nenhum, só nesta praça”, adiantando que as reuniões com a direção do hotel não resolveram o problema.
Miguel Andrade, da direção do hotel, rejeitou que os taxistas estejam a ser discriminados. “Para efetuar o transfer entre campos de golfe contratámos uma empresa de rent-a-car, que passou a complementar o serviço prestado pelos taxistas para outros transportes. Não estamos a eliminar os taxistas, que contamos como parceiros, e os clientes podem optar”, assegurou. “O que queremos é melhorar o serviço aos clientes, tendo sempre carros disponíveis habilitados para o transporte”, referiu o responsável do Marriott Praia D’El Rey recentemente reconhecido como o melhor hotel & spa de luxo do ano em Portugal.




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