O Caldas RC dependia apenas de si para trazer a meia-final para a cidade termal. O CRAV já tinha garantido a outra meia-final no Minho, mas queria terminar a Fase Regular no primeiro lugar.
O jogo foi muito bem disputado. Entrou disposto a comandar o Caldas RC, ainda que com baixas importantes, por motivos de lesão de última hora e afazeres profissionais e académicos. Procurou sempre responder o CRAV, também sem apresentar toda a sua melhor equipa.
A jogar a favor do vento, os médios pelicanos lançaram o jogo. Aos 7 minutos o primeiro ensaio pelo 3ª linha centro Filipe Gil, a concluir um “pick & go” nos 5 metros do CRAV após conquista na formação ordenada. A transformação não resultou.
Continuou o domínio pelicano e aproveitou o chutador Tommy Lamboglia para, aos 10 e 16 e minutos, concretizar aos postes, elevando o marcador.
1º Quarto: Caldas RC – 11 / CRAV – 0.
Aos 22 minutos uma nova penalidade tentada aos postes, a cerca de 45 metros, foi convertida pelo inevitável Tommy Lamboglia.
Não abrandou o Caldas e, aos 26 minutos numa jogada que envolveu toda a linha atrasada dos pelicanos, um segundo ensaio foi concretizado, à ponta, pelo “fly-half” Tommy Lamboglia.
Sem sair do meio terreno Arcozense, o Caldas beneficiou aos 39 minutos de nova penalidade, novamente convertida aos postes, colocando o resultado em 22-0.
Num descuido de concentração, os pelicanos consentiram, na bola de jogo da 1ª parte, um ensaio convertido. Ao intervalo: Caldas RC – 22 (2E, 4P) / CRAV – 7 (1E, 1T).
A jogar agora a favor do vento e motivado pelo ensaio obtido, o CRAV veio com tudo para cima do adversário. Logo aos 43 minutos um segundo ensaio, bem convertido, relançou o resultado.
Mantiveram a pressão os arcozenses, que reduziram a diferença no 3º Quarto: Caldas RC – 22 / CRAV – 14.
Os últimos 20 minutos adivinhavam-se intensos. O CRAV pressionou com todo o seu poder atacante. O Caldas respondeu com uma defesa heróica, jogadores sempre unidos e procurando lançar contra golpes.
Aos 72 minutos uma dessas iniciativas só foi parada com recurso à falta. O pé de Tommy Lamboglia novamente em ação e uma nova penalidade convertida aos postes colocou a diferença no marcador nuns confortáveis 11 pontos.
Até final o CRAV não desistiu e levou o resultado para 25 (2E, 5P) – 21 (3E, 3T). A Fase Regular do CN2 termina com o CRAV em primeiro lugar, fruto de maior número de pontos bónus, e o Caldas RC em segundo lugar, com 13 vitórias e apenas 3 derrotas.
As meias-finais disputam-se, assim, nas Caldas da Rainha, com o Caldas RC a receber o CR S. Miguel, e em Arcos de Valdevez, com o CRAV a receber o Guimarães RUFC.
Alinharam pelo Caldas RC: Alexandre Vieira, Cláudio França, David Esteves, Diogo Vasconcelos, Dorin Plameadala, Filipe Gil (1E), Gonçalo Sampaio, Gonçalo Silva, Leonardo Ferreira, Luis Gaspar, Pedro Madaleno, Ricardo Marques (Cap.), Rui Santos, Salvador Cambournac, Sebastião Vasconcelos, Tomás Lamboglia (1E, 5P), Tomas Melo, Wilson Bento.
Treinador: Patrício Lamboglia





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