O Benfica procurava manter-se na luta pelo 1º lugar desta fase final do CN Grupo B. O Caldas, no seu percurso progressivo de aprendizagem, queria mostrar que cada vez mais pode disputar a vitória com equipas mais adultas. E a partida foi o que se antevia.
Desde início o Benfica procurou impor o seu maior poder físico, jogando rápido a partir do seu médio de abertura, na verdade um jogador com um grande potencial. Algumas deficiências no capítulo técnico iam, contudo, gorando algumas iniciativas de jogo à mão.
Os caldenses responderam com grande atitude, concentrados e corajosos na placagem. Vários alinhamentos perdidos iam comprometendo as tentativas de colocar a oval jogável para as linhas atrasadas.
O equilíbrio foi a nota dominante. Só aos18 minutos os visitados tiveram uma primeira oportunidade de pontuar, mas a tentativa de transformação aos postes de uma penalidade não teve êxito.
Finalmente aos 23 minutos, a pressão benfiquista foi recompensada. Uma falha de placagem permitiu a penetração do médio de abertura encarnado e o toque de meta. Transformação fácil e 7-0 para a equipa da casa.
Responderam, de imediato, os pelicanos. Aos 23 minutos o “arrier” Afonso Pecegueiro não vacilou e concretizou aos postes uma falta no “ruck”, reduzindo para 7-3.
Aos 28 minutos uma jogada rápida pelo Benfica proporcionou uma entrada decidida do médio de abertura encarnado e um segundo ensaio muito semelhante ao primeiro. Desta feita a transformação não teve êxito.
Quando parecia que a resistência do Caldas estava ultrapassada, a raça e atitude dos jovens pelicanos surgiu, tal como o sol que fez a sua aparição.
Fases sucessivas nos 22 metros dos visitados e finalmente, aos 35 minutos, o ensaio pelo centro caldense, transformado pelo chutador habitual. Placard na diferença mínima 12-10.
Afonso Pecegueiro tentou um pontapé difícil aos postes, transformado, colocando a equipa pelicana na frente do marcador. Ao intervalo: SL Benfica Rugby – 12 (2E, 1T) / Caldas RC – 13 (1E, 1T, 2P).
Aos 36 minutos uma nova falta encarnada foi transformada por Afonso Pecegueiro, alargando a vantagem Pelicana para 12-16.
O Benfica reagiu. Uma placagem sem bola, do 3/4 ponta visitante foi, entretanto, penalizada com expulsão temporária aos 45 minutos, colocando, então, em inferioridade os caldenses, mas só com recurso à falta o Benfica ia travando o jogo caldense. Aproveitou o chutador pelicano, aos 53 minutos, para colocar o resultado em 12-19.
Uma atitude de indisciplina do centro pelicano a responder a uma placagem mais agressiva, quando se verificava de novo um equilíbrio de 15 jogadores, colocou novamente o Caldas em inferioridade numérica.
Aproveitou, como lhe competia, o Benfica. Aos 61 minutos e na sequência de uma falta ingénua dos caldenses nos seus cinco metros, os encarnados jogaram rápida a penalidade e chegaram ao toque de meta, bem transformado, colocando o placard em igualdade, 19-19.
Aos 65 minutos uma penalidade conquistada pelo Benfica foi tentada aos postes e convertida com competência
Até final o Benfica tentou tudo para alargar o marcador. Respondeu o Caldas, defendendo com muita coragem e procurando sempre sair a jogar.
Resultado final: SL Benfica – 22 (3 E, 2 T, 1 P) / Caldas RC – 19 (1 E, 1 T, 4 P).
Vitória que se aceita do SL Benfica Rugby, equipa com “mais idade”.
Boa resposta da jovem equipa pelicana, sempre dentro do jogo, e, que a espaços mostrou um rugby de fino recorte técnico.
Alinharam pelo Caldas RC: Afonso Montargil, Afonso Pecegueiro, António Maltez, Bernardo Nascimento, Caetano Perez, Carlos Prieto, Diogo Vieira, Duarte Jasmins (Cap.), Gonçalo Peres, João Pedro Lamy, José Contreras, José Vieira, Manuel Carriço, Paulo Ferreira (Torrense Rugby), Pedro Correia, Rafael Marcos, Rodrigo Henriques, Rodrigo Pereira, Tomás Fidalgo, Wilson Bento.
Treinador: Patricio Lamboglia
Diretor de Equipa: António assim Ferreira Marques
Fisioterapia: Erica Balseiro/Physioclem




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