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180 trabalhadores do CHO reclamam por férias imediatas

Mariana Martinho

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Depois de assinarem o contrato direto com a instituição este mês, após décadas de prestação de serviços, os 180 trabalhadores do Centro Hospitalar do Oeste reuniram-se na passada sexta-feira num plenário com o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (STFP) do Centro, onde reivindicaram que estão “sem poder gozar férias de imediato”.

Os plenários organizados pelo sindicato ocorreram no hospital de Peniche e depois nas Caldas da Rainha. De acordo com o coordenador do STFP Centro, José Manuel Dias, o “CHO não quer assumir o anterior tempo de serviço destes trabalhadores e só quer dar férias quando fizerem seis meses de contrato”. Além disso, explicou que, “se antes tinham direito a férias”, mesmo quando mudava-se de uma empresa de prestação de serviços para outra, agora “têm de continuar a ter”, bem como outros direitos que foram garantidos pela instituição.

Segundo agência Lusa, que questionou a administração do CHO sobre o assunto, esta “respondeu por escrito que essa situação não se verifica, sem prestar mais esclarecimentos”.

Relativamente ao pagamento das 40 horas semanais, em vez das 35, o sindicato também alertou que os 180 trabalhadores “continuam sem serem ressarcidos do pagamento”, apesar do Tribunal de Trabalho das Caldas da Rainha ter decidido a favor de cerca de 60 trabalhadores subcontratados e estabelecido que a empresa intermediária repusesse a jornada de 35 horas. Contudo, a empresa quer que seja o CHO a pagar.

De acordo com a Lusa, “o CHO voltou a reafirmar que a decisão do Tribunal de Trabalho de Caldas da Rainha não vincula a instituição, cuja relação contratual é com as empresas prestadoras de serviços” e que até hoje “não recebeu qualquer notificação judicial sobre o referido pagamento”.

Outro aspeto referido pelo Sindicato tem a ver com o processo de descongelamento de carreiras, esclarecendo que “a instituição está a atrasar muito a entrega da notificação aos trabalhadores sobre os pontos relacionados com a avaliação de desempenho para poderem progredir na carreira”. Mesmo passados quase dois meses desde o início do processo, este “ainda não se concretizou nos hospitais do CHO”.

Relativamente a este assunto, a administração hospitalar esclareceu à Lusa que “já comunicou aos trabalhadores a sua pontuação individual, estando a decorrer os procedimentos legais para processamento das respetivas valorizações remuneratórias”.

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