À frente da procissão ia uma cruz seguida por três jovens com símbolos da natureza humana (caveira, coração e cinzas). Seguiam-se os andores com as nove imagens de santos, a mais marcante a de São Francisco de Assis recebendo as chagas. Entre os andores iam anjos carregando flores ou os atributos dos santos. A terminar, acólitos, a exposição do Santo Lenho, que representa a cruz em que Jesus Cristo foi crucificado, e só depois a banda obidense a tocar música e os fiéis que acompanhavam a Procissão Penitencial da Ordem Terceira, que desde 1849 se realiza.
A esta cerimónia também chamam Procissão da Rapaziada. Carlos Orlando, da organização, explicou que o nome tem a ver com “serem nove andores e precisarmos de 36 homens com alguma saúde e alguma juventude para os transportarmos”.
Ricardo Figueiredo, pároco de Óbidos, descreveu que a procissão “marca o início da caminhada quaresmal e penitencial e a conversão de vida a que somos chamados neste tempo, a penitência do jejum, da esmola e da oração”.
A procissão, que teve chegada ao ponto de partida – Capela de Nossa Senhora de Monserrate – foi organizada pelas Paróquias de Santa Maria e São Pedro de Óbidos, Santa Casa da Misericórdia da vila de Óbidos e Comissão da Semana Santa.







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