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Caldas travou série vitoriosa do Mafra

Mauro Pulquério (texto) / Rui Miguel (fotos)

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O Caldas SC, 8º classificado, recebeu o líder isolado da série D, CD Mafra, em jogo referente à 21ª jornada do Campeonato de Portugal – série D. O Mafra apresentou-se na Mata com o melhor registo ofensivo da série, 41 golos, e numa sequência de quatro vitórias. Porém, em duelos caseiros, a equipa de José Vala tem registo temível. Entre Campeonato e Taça de Portugal, conta apenas com duas derrotas durante toda a temporada – e na taça por lá já tombou Académica, Arouca e Farense. Premissas que prognosticavam um grande espetáculo. E foi mesmo. Houve golos, emoção e incerteza no marcador até final. O resultado terminou 2-2, no entanto, o marcador podia facilmente ter sido mais avolumado.
Equipa do Caldas

Árbitro: Paulo Raposo

Assistentes: Pedro Freire e Adelino Crespo

Caldas: Luís Paulo; Rui Almeida; Militão; Clemente; Juvenal; Paulo Inácio; Pedro Emanuel; Odair; Farinha; João Rodrigues e Ryan.

Suplentes: Natalino; Rony; Alexandre Cruz; Bé; Januário; Araújo e Marcelo.

Treinador: José Vala

Disciplina: Amarelos – Rui Almeida (27m-1p) e Militão (40m-1p)

Golos: Farinha (43m-1p) e Serginho na própria baliza (9m-2p)

Substituições: Farinha e Ryan (Januário e Marcelo, 33m-2p) e Pedro Emanuel (Alexandre Cruz, 45m-2p)

Mafra: Godinho; Rui Pereira; Serginho; Lucas; Marcelo; Juary; Guilherme; Ricardo Rodrigues; Mauro; Ventosa e Leandro.

Suplentes: Rafael; Alexandre; Kiki; Alisson; Marco Aurélio; Rúben e Forbes.

Treinador: Luis Freire

Disciplina: Amarelos – Serginho (24m-1p) e Lucas (1m-2p)

Golos: Ricardo Rodrigues (23m-1p) e Mauro (28m-1p)

Substituições: Lucas (Forbes, 1m-2p); Ricardo Rodrigues (Alisson, 23m-2p) e Mauro (Marco Aurélio, 36m-2p)

O Caldas surgiu à 21ª jornada vindo de vitória, por 2-0, no reduto do Eléctrico, e na obrigação de pontuar, para continuar a fuga à zona de despromoção. E a jogar em casa a equipa de José Vala tem sido demolidora. Entre Campeonato e Taça de Portugal os alvinegros contam apenas com duas derrotas caseiras durante toda a temporada. E para a Taça de Portugal por lá já tombou Académica, Arouca e Farense, entre outros.

O Mafra, por seu turno, apresentou-se no histórico Campo da Mata com o melhor ataque da série, 41 golos, e em sequência de quatro vitórias, possibilitado, em cenário de vitória, a efetivar a maior sequência da época (cinco).

Se de um lado havia uma equipa com mística tremenda e fortíssima a jogar em casa, do outro havia uma equipa concretizadora, com média de 1.95 golos por jogo. Premissas que prenunciavam um grande espetáculo.

O Caldas iniciou o jogo a todo gás e no primeiro lance ofensivo, ao minuto 1, através da marcação de pontapé de canto, Odaír cruzou forte e Almeida, esquecido ao segundo poste, perde oportunidade flagrante.

Nova investida ofensiva do Caldas, cruzamento de Pedro Emanuel, a bola ressaltou para o Juvenal e o lateral-direito, junto à quina da grande área, rematou forte para defesa atenta de Godinho.

O Caldas provava, frente ao líder da série, o porquê de estar nas meias-finais da prova rainha do futebol português. Aos 15 minutos Tarzan, que recentemente assinou contrato profissional com o Leixões SC, entregou ao endiabrado Farinha e o esquerdino disparou cruzado ao lado. Aos 23 minutos, contra a corrente de jogo, o Mafra construiu jogada de belo efeito. O central Serginho, ligado contratualmente ao Belenenses, entregou a Mauro, no meio campo, o virtuoso médio recebeu, girou e fez passe de morte para Ricardo Rodrigues, que surge isolado e na cara do golo, sobre o desamparado Luís Paulo, não tremeu e inaugurou o marcador.

Bola ao centro e na sequência da jogada, bola pingada na área do Mafra, Pedro Emanuel salta com Juary, a bola bate no braço do guineense e é assinalada grande penalidade, imediatamente na jogada seguinte ao golo do Mafra. Chamado a converter, o suspeito do costume, João Rodrigues, bateu forte e colocado, mas Godinho brilhou com a defesa da tarde. E o Caldas desperdiçava oportunidade clara, a meio da primeira parte, para devolver igualdade ao marcador.

O jogo estava aceso, com as equipas a intercalar investidas ofensivas.

Aos 28 minutos, Ricardo Rodrigues, autor do golo do Mafra, produziu arrancada espetacular e só foi travado em falta, por Almeida, à entrada da área. Livre perigosíssimo e em zona frontal para o Mafra. Na cobrança, Mauro Antunes aplicou gesto técnico irrepreensível, com o esférico a sobrevoar a barreira do Caldas e a entrar na malha lateral da baliza defendida por Luís Paulo.

Estava feito o segundo do Mafra, que fazia uso da sua experiência e qualidade para garantir vantagem de dois golos.

Em cima do intervalo, aos 43 minutos, bola no flanco esquerdo, Farinha progride e, pressionado dentro de área, dispara rasteiro, com Serginho, em carrinho, a desviar para canto. Na sequência do pontapé de canto, Odaír, sempre ele, cobrou tenso e Farinha, que tinha ameaçado instantes antes, inaugurou o marcador para o Caldas. Estava feito o 2-1 e até intervalo o jogo foi um autêntico pesadelo para o Mafra, remetido à sua grande área. Todavia, o jogo foi para descanso com vantagem para os líderes da série, por 2-1, que assim respiravam de alívio.

A segunda parte iniciou-se com o Caldas ainda mais atrevido e à procura da igualdade. Aos 50 minutos, Farinha entregou a Pedro Emanuel e o avançado, apertado, rematou para nova defesa de Godinho, atleta que esteve ligado ao Benfica.

Aos 54 minutos, João Rodrigues bailou dentro da área do Mafra e fez cruzamento remate. Em cima da linha de golo Serginho fez corte defeituoso e introduziu a bola no fundo das redes. Estava feita a igualdade para delírio das centenas de adeptos que se deslocaram ao Campo da Mata, numa espécie de ensaio para o embate que se avizinha com o Aves, em jogo referente às meias-finais da Taça de Portugal.

No lance imediatamente a seguir, o inspirado Farinha, encostado ao flanco direito, fletiu para dentro e na área é derrubado por Juary. Gritou-se penalti, no entanto o juiz de Santarém, Paulo Raposo, deixou jogar em lance no mínimo contestável.

Até final do desafio, o jogo foi pautado por incursões ofensivas de parte a parte, sem no entanto haver oportunidades flagrantes de golo. Na próxima jornada o Caldas tem deslocação complicada aos Açores e depois, a meio da semana, duelo inédito com o Aves em jogo da primeira mão da Taça de Portugal.

Reações:

José Vala (treinador do Caldas): “Foi difícil ir em desvantagem para o intervalo. O Mafra é uma equipa experiente. Na minha opinião, a equipa com mais qualidade da série. Mas hoje, os meus jogadores tiveram maturidade, que faltou noutros desafios, e conseguimos um ponto, frente ao líder, na nossa luta titânica pela permanência. No geral é um resultado justo face ao futebol praticado de ambas as equipas”

Luis Freire (treinador do Mafra): Parabéns ao Caldas pela campanha extraordinária na Taça de Portugal e desejo a melhor sorte para o resto da prova. Em relação ao jogo, sabíamos que o Caldas é muito forte a jogar em casa, com toda uma mística, bem orientada e com bons jogadores. Uma equipa que, na minha opinião, tem qualidade para ocupar uma posição mais confortável na tabela classificativa. Preparámos o jogo a pensar nos três pontos. No entanto, o empate é um resultado que se ajusta”

Odaír estreia-se na Mata

Odair, ex-Elétrico, que curiosamente se estreou em triunfo frente ao Eléctrico, na jornada passada, por 2-0, fez a sua estreia oficial no Campo da Mata e exibiu-se a bom plano.

Houve espião do Aves

José Mota, atual técnico do Clube Desportivo das Aves, adversário do Caldas nas meias-finais da Taça de Portugal, esteve no Campo da Mata a tomar notas para o embate da primeira mão que se realiza no próximo dia 28, em Vila das Aves.

Casais tiveram entrada livre

No âmbito da comemoração do dia dos namorados, celebrado a 14 de fevereiro, todos os casais tiveram entrada gratuita no Campo da Mata.

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