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Agrupamento de Escolas Raul Proença

“Uma educação de aproximação e afetos é o caminho certo para manter a excelência”

Marlene Sousa

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No dia 7 de fevereiro a equipa responsável pela avaliação externa do Agrupamento de Escolas Raul Proença (AERP), que deu o nível máximo nos três critérios de classificação, sendo o único do país a obter nota máxima, esteve na escola para falar sobre a importância desta avaliação.
Conferência com os responsáveis pela Avaliação Externa da AERP organização pela Associação de Pais

O inspetor da Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC), João Nunes, que fez parte da equipa de avaliação externa do AERP efetuada entre 24 e 28 de abril de 2017, disse que a visita a sete escolas deste agrupamento irá “ficar na memória” devido “ao “humanismo e boa relação que sentiu que existe entre os professores, alunos, colaboradores e com a comunidade”. Realçou o ambiente acolhedor e de proximidade no “apoio e na motivação dos profissionais assente na criação de laços de entreajuda e no reconhecimento e valorização da dedicação e do empenho demonstrados no exercício das respetivas funções”.

Segundo João Nunes, a ação desta escola “tem produzido um impacto consistente e muito acima dos valores esperados na melhoria das aprendizagens e dos resultados dos alunos e nos respetivos percursos escolares. “Os pontos fortes predominam na totalidade dos campos em análise, em resultado de práticas organizacionais consolidadas, generalizadas e eficazes”, referiu o inspetor, acrescentando que a escola “distingue-se pelas práticas exemplares em campos relevantes”.

Para este responsável, um docente tem que ter a “inteligência emocional desenvolvida para se poder aproximar dos alunos” e é esta aproximação de afetos que permite “o sucesso e uma maior motivação nos alunos, nomeadamente naqueles que têm níveis sócio económicos mais baixos ou que têm necessidade educativas especiais”.

O inspetor considera que uma educação de “cooperação, aproximação, solidariedade, emoções e afetos” no AERP é o caminho certo para manter a “excelência”.

Rosa Micaelo, que também fez parte da equipa de avaliação externa do AERP, destacou o trabalho feito com a comunidade, nomeadamente as parcerias estabelecidas com instituições e associações, que têm “permitido uma excelente mobilização dos recursos da comunidade e contribuído para a melhoria da qualidade do ensino e para o desenvolvimento integral das crianças e dos alunos”.

Antónia Barreto, do grupo de avaliação deste agrupamento, não esteve presente nesta sessão porque estava em Moçambique.

Presente na iniciativa esteve Leonor Duarte, chefe de equipa e coordenadora da Avaliação Externa das Escolas, que em declarações ao JORNAL DAS CALDAS destacou a importância desta apreciação, uma vez que as “conclusões decorrem da análise dos documentos fundamentais do Agrupamento, em especial da sua autoavaliação, dos indicadores de sucesso académico dos alunos, das respostas aos questionários de satisfação da comunidade e da realização de entrevistas”.

Revelou que este segundo ciclo de avaliação externa teve o propósito de contextualizar as realidades sociais de cada escola, que teve um “peso importante na questão de refletir sobre os resultados”.

Cândida Calado, presidente do Conselho Geral do AERP, destacou que a avaliação interna é o “alicerce do todo o processo de reflexão que se desenvolve a nível do agrupamento, e naturalmente também o ponto de partida para um processo de melhoria”.

Sublinhou que o “Agrupamento não está adormecido, está em movimento contínuo, sempre com o objetivo que é a melhoria do serviço educativo que prestamos, envolvendo todos com o destino principal do sucesso escolar dos nossos alunos”.

O presidente da Câmara das Caldas, Tinta Ferreira, mostrou satisfação com o resultado alcançado pelo Agrupamento, que obteve nível máximo nos três critérios de classificação: Resultados – excelente; Prestação de Serviço Educativo – excelente; Liderança e Gestão – excelente. “Não é uma surpresa na totalidade porque o Município tem conhecimento do trabalho de qualidade que tem sido aqui feito ao longo dos anos”, apontou.

O diretor do agrupamento, João Bernardes Silva, encerrou a sessão, frisando que é “a relação que temos com as pessoas que nos torna diferentes e únicos”.

Para este responsável, a avaliação externa das escolas “reveste-se de grande significado porque permite uma visão do agrupamento por uma equipa especializada e independente”. Para além de reconhecer os pontos fortes, “apresenta várias recomendações/estratégias tendo em vista a melhoria dos pontos menos fortes”.

A sessão foi organizada pela Associação de Pais do agrupamento e foi a primeira vez que os inspetores fizeram uma apresentação pública após a avaliação.

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