O secretário-geral do PCP, no seu discurso, explicou que, depois de afastar o Governo PSD/CDS-PP, “foi possível com o papel do PCP encontrar um rumo diferente à vida política nacional com a reposição de rendimentos e direitos que não estavam previstos no programa do PS” e apelou a um “partido mais forte” para o “futuro que aí vem”.
Segundo a agência Lusa, o comunista quer alterar a legislação laboral para “repor direitos que desapareceram do Código do Trabalho”, dando como exemplos as questões da contratação coletiva, da caducidade dos contratos, das 35 horas de trabalho semanal, dos dias de férias e do aumento dos salários, “um conjunto de propostas que, a serem aprovadas, levaria a uma reposição e a um rumo positivo no quadro das relações laborais”.
O líder do PCP admitiu que “os trabalhadores da administração pública estão há oito ou nove anos sem receber qualquer aumento salarial” e “o descongelamento das carreiras não invalida que não precisem de uma resposta tal como os trabalhadores do setor privado”.
Mostrou-se, no entanto, “surpreendido” com a disponibilidade da UGT em participar em greves se não houver aumentos salariais da Função Pública.
Questionado se o PCP vai apoiar essas greves, Jerónimo de Sousa disse que o que vai determinar essas lutas “não é a posição do PCP, mas sim a luta dos trabalhador




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