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Avaliação ambiental atrasa concurso para modernização da Linha do Oeste

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O lançamento do concurso para as obras de modernização da linha ferroviária do Oeste (Sintra/Figueira da Foz,) orçadas em 106 milhões de euros, voltou a atrasar por causa da avaliação ambiental ao projeto, admitiu o Governo.
O concurso deverá ser lançado em 2018 mas o calendário está a ser ajustado

“O calendário do projeto de modernização da Linha do Oeste está a ser ajustado perante a necessidade de realização de uma avaliação ambiental, atualmente em curso” explicou à agência Lusa, na passada quinta-feira, o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, adiantando que o concurso “deverá ser lançado em 2018”. A tutela confirmou ainda que a Linha do Oeste está englobada no rol de linhas ferroviárias, para as quais vai ser lançado em 2018 um concurso destinado à compra de novo material circulante bimodal (diesel e elétrico). O concurso público para o projeto de modernização esteve primeiro para ser lançado até janeiro de 2017 e depois, como só em outubro de 2016 foi adjudicada a elaboração do projeto, até dezembro deste ano, o que já não vai acontecer por estar a ser feita a avaliação de impacto ambiental. As obras vão contemplar a eletrificação entre o troço de Meleças (Sintra) e Caldas da Rainha, a implementação de sistemas de sinalização eletrónica e telecomunicações ferroviárias e a duplicação da linha em dois troços, um entre Meleças e Pedra Furada (Sintra) e outro na zona da Malveira (Mafra). De acordo com o Plano de Investimentos para a Ferrovia até 2020, o investimento de 106 milhões de euros é comparticipado em 74 milhões de euros por fundos comunitários. Em setembro deste ano, a Assembleia da República recomendou ao Governo urgência no lançamento do concurso para a requalificação da linha ferroviária do Oeste, ao aprovar projetos de resolução apresentados pelo Bloco de Esquerda, PCP, PS e CDS-PP. Na resolução, o Parlamento recomendou o lançamento do concurso até 2018 para a primeira fase das obras, previstas no investimento de 106 milhões de euros, e a revisão do Plano de Investimentos Ferroviários 2016-2020 para incluir a modernização integral da linha. A revisão do documento vai permitir avançar com a segunda fase da requalificação, de Caldas da Rainha até ao Louriçal (Pombal), permitindo a requalificação integral da Linha do Oeste e a sua ligação à Linha do Norte. Já em maio, a Comunidade Intermunicipal do Oeste alertou a urgência das obras face às “supressões frequentes de comboios” e para problemas agravados este ano com a deslocalização das composições ‘592’, que serviam os comboios inter-regionais entre Caldas da Rainha e Coimbra, para a Linha do Douro.

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