Neste momento decorrem já duas ações e preparam-se outras. Para os mais velhos foi criado um grupo de leitores de peças de teatro que funciona às quartas, às 16h, na universidade sénior, que tem como objetivo final a realização de uma leitura encenada — uma representação feita com meios precários — da peça Retábulo das Maravilhas, de Cervantes.
Nas escolas secundárias e profissionais decorre a apresentação da aula-espetáculo Monólogo, de Gregory Motton, que coloca aos alunos — a aula termina com um debate — as questões de uma atualidade que parece caminhar para um desastre global em virtude de se sobreporem os ditames da economia à própria sobrevivência do planeta. Uma figura em cena, quem sabe se um filósofo, vai discorrendo sobre o modo como os vivos desprezam as lições dos mortos, as conquistas culturais de civilizações anteriores, a própria memória como luz do futuro.
O Teatro da Rainha tem também programado para o biénio um conjunto de Oficinas — de escrita, de encenação, além da construção de um espetáculo como exercício, isto é, acerca dos processos de criação e montagem — em Moçambique, Maputo, em Tavira e em Santa Maria, no Brasil
Ainda em 2017, vai abrir a Oficina de Experimentação Teatral, que decorrerá para jovens entre os 13 e 18 anos, às segundas e quintas, no espaço atual da companhia, na Praça da Universidade.



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