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Candidatos do BE viajam de comboio para defender requalificação integral da Linha do Oeste

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Cerca de 150 candidatos do Bloco de Esquerda (BE) aos órgãos autárquicos dos concelhos de Coimbra, Figueira da Foz, Pombal, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Alcobaça, Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Torres Vedras, Mafra, Sintra e Amadora (atravessados pela linha férrea), realizaram no passado domingo uma viagem de comboio conjunta entre Coimbra-B/Figueira da Foz até Entrecampos, em defesa da linha do Oeste, exigindo a sua requalificação integral.
Participação das Caldas da Rainha

“Só assim se responde às reais necessidades da população da Região Oeste, pelo que as atuais intenções do Governo são insuficientes, pois preveem apenas a requalificação entre Lisboa e Caldas da Rainha”, sustenta o BE.

Após a chegada a Entrecampos, decorreu uma sessão pública no Campo Pequeno, com a participação de Ricardo Robles, candidato à Câmara de Lisboa, e dos deputados Heitor de Sousa e Mariana Mortágua.

Nesta 4ª feira o BE levará à votação na Assembleia da República um projeto em defesa da requalificação integral da Linha do Oeste e que obrigue o Governo à sua integração no Plano de Investimentos Ferrovia 2020.

“O Governo silenciou qualquer ideia de requalificação integral da linha. Esta decisão é errada, não respeita a opinião de todos os autarcas da região oeste e representa um desinvestimento na mobilidade limpa numa região que, nos concelhos dos distritos de Leiria e Coimbra, envolve diretamente 1,42 milhões de pessoas. É errada também em termos de gestão operacional do serviço de comboios ao longo de toda a linha, pois agrava a interrupção do serviço em Caldas da Rainha. Acresce que a requalificação integral da Linha do Oeste permitirá montar um serviço de transporte de passageiros e de mercadorias de qualidade, compatível com um serviço de Intercidades (IC), tornando-se uma alternativa efetiva de mobilidade não apenas aos eixos viários existentes, como também à própria Linha do Norte, nomeadamente em caso de acidentes”, refere o BE.

“No dia desta ação só havia um comboio ligando Coimbra B a Lisboa, com uma mudança obrigatória em Caldas da Rainha. Este ano, até julho, a CP suprimiu 255 comboios na Linha do Oeste. Para assegurar o serviço, a CP recorre frequentemente a autocarros e para fazer a viagem Coimbra B – Lisboa Entrecampos, demora-se 4h35 (velocidade de 43 km/h) e paga-se mais 33% que na Linha do Norte. Por este conjunto de razões, a decisão do Governo de só aceitar desenvolver o projeto da requalificação da linha do Oeste a metade (até Caldas da Rainha) é incompreensível”, frisa o BE.

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