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Candidatos à Câmara do Bombarral entrevistados pelo JORNAL DAS CALDAS

João Paulo Basto

EXCLUSIVO

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Com o aproximar das eleições autárquicas marcadas para dia 1 de Outubro, o Jornal das Caldas entrevistou os candidatos à presidência do Município de Bombarral lançando quatro perguntas de igual teor para todos os concorrentes.
Ricardo Fernandes - PS, Luís Montez – Movimento Partido da Terra, Maria de Los Angeles Oliveira - CDU e José Manuel Vieira – PSD

As questões foram as seguintes:

1. Como vê o estado atual do concelho?

2. Caso vença as eleições quais são as suas principais prioridades?

3. Acredita no desenvolvimento do concelho? De que forma é que esse desenvolvimento pode ser uma realidade?

4. Como analisa os seus adversários eleitorais?

Ricardo Fernandes – PS

1.Vejo como veem todos os bombarralenses. Um concelho cheio de potencialidades, com pessoas dinâmicas e empreendedoras. Este é o concelho onde moro, onde eduquei os meus filhos e onde tenho a minha empresa a gerar emprego e a pagar impostos, por isso, como qualquer bombarralense, sinto uma grande tristeza ao olhar para os concelhos aqui à volta e constatar que o Bombarral está atrás, tanto na criação de empresas e emprego, onde foi o concelho que menos cresceu em toda a área Oeste, como nos índices de transparência municipal, em que está na 271ª posição em 308 municípios.

É impensável que se continue a gastar o que se gasta em nomeações políticas, o mesmo valor que gasta em educação e apoio escolar. É impensável ter os bombarralenses a pagar mais impostos municipais que nos concelhos vizinhos como nas Caldas da Rainha, ou na Lourinhã. Vejo o que todos veem, um concelho com imenso potencial a ser gerido sem eficácia.

2. Nós temos um compromisso com os bombarrelenses, por isso, apresentamos propostas estudadas e realizáveis. Há quatro propostas que iremos implementar nos primeiros cem dias de governação.

Vamos criar um gabinete de apoio ao agricultor, quer para ajudar na obtenção de apoios para o quadro comunitário, quer para a promoção dos produtos de excelência, como o vinho, a pera rocha e o bacelo. Ouvimos os agricultores e o Governo, por isso, sabemos que vamos conseguir dar um impulso grande a quem trabalha na agricultura.

Vamos criar mais emprego, pelo que iremos criar um centro de empresas com a marca Bombarral INNOVA, dando todas as condições que se estabeleçam no Bombarral, uma incubadora em parceria com as principais empresas, universidades e politécnicos, focado na inovação e no empreendedorismo. A criação de emprego é essencial para a nossa candidatura.

Vamos criar um programa de coesão social municipal, onde qualquer bombarralense carenciado conseguirá adquirir medicamentos a custo zero.

Vamos dar mais dinamismo ao comércio local, pelo que o turismo assumirá um papel muito importante, com a criação de roteiros e parcerias com operadores para trazer mais pessoas ao nosso concelho para usufruir da gastronomia, do turismo rural e das condições únicas desta terra.

Comprometemo-nos também com a redução do IMI e com o lançamento de programas para a juventude e novas atividades de promoção do concelho. Queremos um concelho com futuro.

3. Claro que pode ser uma realidade. Aliás, essa é a razão pela qual concorro. É neste concelho que tenho a minha empresa a gerar emprego e a pagar impostos. Por isso, especialmente como empresário, com mais de 25 anos de experiência, sei que não se consegue ter sucesso a olhar apenas para a contabilidade do dia a dia, é preciso ter visão e acima de tudo dinamismo. É preciso gerar riqueza e fazer investimentos calculados.

Só colocando as pessoas em primeiro lugar é que se consegue desenvolver um concelho, e para isso é muito importante que as pessoas saibam que vale a pena viver no Bombarral. Para isso, teremos de devolver o orgulho a quem cá vive. Tem de valer a pena viver cá e ter emprego cá.

Só com um município que ajuda os agricultores a promover os seus produtos e a concorrer a fundos comunitários, que dá todas as condições para que as empresas queiram cá estabelecer-se, e que não penalize nos impostos quem viver neste concelho, poderemos devolver o Bombarral ao estatuto que em tempos teve, e deixe de estar na cauda do desenvolvimento da área Oeste.

O desenvolvimento consegue-se com o empenho de todos, munícipes, Câmara, coletividades e empresários. Da nossa parte podem contar com o dinamismo que me conhecem e com a experiência de uma equipa preparada para esta missão.

4. Tenho respeito por todos, aliás procurarei envolver todos meus adversários na partilha das suas opiniões e terei em consideração as propostas em que reconhecer mérito.

Luís Montez – Movimento Partido da Terra

1. É lastimoso, quem por cá passa julga estar num local por onde passou o furacão “Irma” tal é o estado de abandono e ruínas do património imobiliário por todo o concelho. A autarquia não consegue recuperar nem fazer a manutenção do seu próprio património imobiliário e não obriga a que o património privado seja recuperado caindo em ruinas por falta de manutenção.

Temos um concelho sem rasgo, ambição ou visão. Quando olhamos para as entradas da vila e das nossas aldeias, vimos um concelho pobre e sem qualquer “cartão-de-visita”. Temos um concelho sem emprego e sem soluções para a criação desse emprego, somos um concelho sem estratégia de crescimento e onde nada se pensa para criar riqueza. Somos um concelho que vive de grandes promessas eleitorais nunca concretizadas.

Somos um concelho dos mais pobres da região oeste, sem obra de investimento, um concelho onde quem dirige pensa mal e não pede ajuda. Um concelho onde vimos os nossos jovens a partirem diariamente e a não voltarem porque não há oportunidades, vimos os idosos com mais dificuldades e sem apoios autárquicos e vimos o comércio local a definhar e a encerrar portas diariamente criando assim mais desemprego. Não é por acaso que perdemos 1079 eleitores nos últimos oito anos. O estado do concelho não é para rir. Mas somos um concelho onde todos querem “ir prá ilha”.

2. A principal prioridade é a criação de uma zona industrial para que de imediato possamos ir junto de investidores nacionais e estrangeiros oferecer terrenos, gratuitos, para se instalarem e criarem empresas no mínimo com 60% de trabalhadores eleitores do concelho, aligeirando os processos para esse fim.

Outra das prioridades será junto dos proprietários urbanos proceder ao abate ou à recuperação do património imobiliário criando meios para isso. Assim como procederemos de imediato à regularização do trânsito no centro da vila.

Iniciaremos também de imediato, num processo para a década, o levar água e saneamento básico a todo o concelho. Também iniciaremos junto do governo central e de outras autarquias uma candidatura para que o novo CHO-Hospital do Oeste possa vir a ser uma realidade no nosso concelho., criando também assim empregos diretos e indiretos. Outra prioridade é o enquadramento do Vale do Roto, de uma vez por todas, candidatando as grutas da Columbeira ao Portugal 2020 e iniciando a sua recuperação paisagística de forma a criar um espaço de visita imediata. Mas será sempre, desde o primeiro dia de mandato até ao último, a nossa prioridade criar empregos para que se possa criar riqueza e desenvolver o concelho.

3. Acredito. E as formas são várias, sendo que temos que criar em parceria com privados, condições para que os lugares históricos do concelho, as grutas do vale do roto, igrejas e ermidas, monumentos romanos, etc… possam ser recuperados para terem condições de visita pública, divulgando assim o concelho, a sua gente, a sua cultura, a sua história e a sua ruralidade. Temos de tirar o máximo proveito das acessibilidades que nos rodeiam, CP, AE8 e Rodoviária tendo em conta a nossa proximidade à praia e ao surf e a outras atividades lúdicas vizinhas de forma a criarmos com os proprietários urbanos uma rede de Hostel’s, remodelando e recuperando a malha urbana concelhia, e criando condições para que os viajantes consumam nos serviços e no comércio local. E temos, urgentemente, que fazer obras de investimento como construir um parque de campismo, um parque de caravanas e autocarros e um novo complexo de piscinas de forma a termos oferta turística e podermos aspirar a um maior crescimento económico e á criação de mais empregos no concelho

4. Deixo essa análise para o eleitorado que no dia 1 de outubro, que tomará a decisão que entender melhor. As pessoas já não acreditam no “Pai Natal” e sabem quem tem ao longo dos anos apresentado propostas e soluções.

Maria de Los Angeles Oliveira – CDU

1. O Bombarral está adiado há demasiado tempo. Nós, não nos conformamos com um concelho cujas atividades económicas continuam atrofiadas e em que quatro anos de pressão contínua, da nossa parte, não foi suficiente para criar, um simples ninho incubador de empresas. Os projetos estruturantes para o Bombarral não podem aparecer em vésperas de eleições como foi o caso do chamado Parque Temático ou de diversões do Falcão, apresentado há quatro anos, com pompa, mas sem validade jurídica e depois do município gastar um bom dinheiro para adequar o PDM, não existir investimento nenhum.

2. A nossa liderança na Câmara Municipal do Bombarral será sempre planificada, pautada pelo diálogo com todas as forças políticas e aberta à participação dos nossos munícipes.

Continuaremos a descentralizar competências nas Juntas de Freguesias de modo a que todos os recursos possam ser canalizados para as pessoas, razão de ser de todo o nosso trabalho. E quando falamos em Juntas de Freguesia reafirmamos o nosso compromisso por continuar a lutar pela reposição da freguesia do Vale Covo.

Advogamos uma ação proativa do executivo camarário que potencie o investimento e que seja de facto parceiro de todos os que querem investir e continuar a trabalhar no Bombarral, pois como temos vindo a dizer há longo tempo, sem atividades económicas o concelho não tem possibilidades de crescimento e sem isso não há atratividade, emprego nem qualidade de vida.

Nós queremos um Bombarral onde as políticas sociais estejam nas primeiras linhas das nossas prioridades, com a implementação de programas efetivos de apoio à população e não com pequenas ações tendentes a promover quem as executa; onde o acesso à saúde seja real, com médicos de família para todos e meios de transporte que lhes permitam deslocar-se ao Centro de Saúde. O autocarro concelhio, que só aparece de quatro em quatro anos nos programas eleitorais, é para nós uma prioridade, num concelho envelhecido, em que as populações das nossas freguesias estão muito mal servidas de transportes públicos, o que as leva a gastar uma manhã ou uma tarde inteira, para se poderem deslocar à vila e aos respetivos serviços públicos aqui existentes.

Defendemos uma escola pública de qualidade e por isso mesmo não aprovamos o alargamento do Centro Escolar de Bombarral, pois um equipamento que concentra um número elevado de crianças de pouca idade, potencia a indisciplina e não consegue criar o sentimento de segurança e pertença que estas tanto necessitam no seu processo de formação. A revisão da Carta Educativa deve manter a decisão de criação de outro pólo mais reduzido na freguesia da Roliça, dotado das mesmas condições pedagógico didáticas do Centro Escolar e não o seu alargamento. Este só trará o aumento dos atuais problemas que vão desde a indisciplina até ao tempo despendido pelas crianças nos transportes, retirando-lhes possibilidades de melhoria dos resultados escolares e do merecido e necessário tempo para brincar.

O Bombarral necessita de requalificar o seu parque habitacional, mas para isso não basta estabelecer e aprovar Áreas de Requalificação Urbanas, que neste momento não abrangem todo o concelho, mesmo depois de termos proposto e de se ter aprovado a elaboração a nível interno das áreas em falta. É necessário mais uma vez que o município seja proativo e que crie meios de apoio e incentivos para a recuperação das habitações degradadas e em ruínas, projeto que se iniciou, por pressão nossa, há doze anos e que mais uma vez não tem resultados visíveis.

O crescimento cultural e desportivo do concelho só se fará partindo da base e essa está alicerçada nas nossas coletividades. O apoio ao movimento associativo tem de ser visto como um eixo importante do desenvolvimento e por isso não se pode esgotar nuns subsídios que tendem a ser ligeiramente maiores em períodos eleitorais. O município tem de se assumir como um parceiro de peso, organizador e incentivador da dinâmica cultural e desportiva, pelo que faz todo o sentido, no nosso entender, a existência de técnicos culturais e desportivos municipais a trabalharem na formação e em articulação com as nossas associações. Assim, nós comprometemo-nos a assumir o movimento associativo com a importância que ele de facto tem.

3. O nosso concelho necessita de aproveitar as suas caraterísticas rurais e ao mesmo tempo a sua centralidade e as acessibilidades de que dispõe. A nossa ruralidade é um fator de atratividade populacional que não resultará sem que tenhamos condições de emprego no concelho e infraestruturas de saúde, educação e cultura. Daqui a defesa de que primeiro que tudo temos de atrair a implantação de empresas.

O Turismo rural e ambiental, devidamente explorado é outro dos eixos em que assentará o nosso desenvolvimento e, infelizmente, quem tem governado não tem sabido potenciar o sucesso que tem sido o Buddha Eden. Nós temos o Vale do Roto com os vestígios mais tardios do Homem de Neandertal da Europa; com grutas ocupadas desde a Pré-História até ao período romano; próximo deste lugar tivemos a batalha da Roliça e com muito menos que isto outros concelhos promovem festivais que bem vendidos atraem muitos visitantes.

Preservar, divulgar e rentabilizar o nosso património edificado bem como todos os nossos recursos naturais e culturais, é sem dúvida outra das vertentes com potencialidades para ser um eixo potenciador do desenvolvimento concelhio.

4. Quem tem de analisar os candidatos à liderança do Município são sem dúvidas os nossos munícipes. Nestas eleições temos candidatos com experiência autárquica e outros sem. Ainda que nos incluamos no primeiro caso, pensamos que a proatividade, a vontade de fazer e a capacidade de liderança são fatores tão importantes como a experiência e que devem ser valorizados. Quando um candidato congrega estes dois fatores, será sem dúvida uma mais valia para o concelho e para os seus habitantes.

Tão importante como quem lidera será o que cada projeto se propõe fazer, com verdade e eficácia. Os eleitores devem analisar os mandatos de quatro anos e a obra realizada nesses quatro anos e não permitirem que lhes mandem areia para os olhos nos últimos dois meses. Devem lembrar-se que o voto útil é aquele que elege quem melhor defende os seus interesses e demonstra ter conhecimento e condições para governar a autarquia. Pensamos que a nossa candidatura é portadora de todas as caraterísticas positivas elencadas. Quanto às outras candidaturas, cada uma que fale de si.

José Manuel Vieira – PSD

1. O Bombarral está recolocado no caminho certo. De uma dívida pesada e constrangedora, passámos a ter um endividamento residual, com a capacidade do Município recuperada na ordem dos 70%. A nossa grande preocupação, hoje ultrapassada à custa de muito sacrifício, da parte de todos, foi atingir a sustentabilidade e a estabilidade financeira. O peso da dívida era inibidor de um exercício normal das funções na governação da Câmara. Honrámos os compromissos da Câmara Municipal, recuperando a sua credibilidade e a nossa capacidade para fazer mais e melhor, sem por em causa a concretização dos investimentos que estavam dentro das oportunidades do anterior quadro comunitário, que executámos. Esta gestão permite-nos hoje ter dos impostos mais baixos de toda a região, enquanto o valor da fatura de água e saneamento, é menos de metade daquele que é cobrado pelos municípios que têm os impostos mais elevados. Pela mesma razão temos conseguido recuperar gradualmente o estado da rede viária e dos espaços públicos e podemos hoje assegurar mais emprego e maior apoio social. O apoio ao empreendedorismo jovem e à iniciativa privada de investidores experientes, estão a colocar o Bombarral no lugar que lhe compete e a equilibrar índices preocupantes que pelo contexto nacional se agravaram em determinado momento.

2. Concluir o processo gerador de riqueza e emprego que iniciámos e que começou já a dar os resultados previstos. A adequação do nosso polo empresarial a uso industrial, fez com que a venda de lotes disparasse, perspetivando-se a abertura de novas empresas enquanto a aquisição das instalações do IVV, nos permitirá investir num polo de desenvolvimento empresarial cujo processo está em curso. Perspetiva-se uma dinâmica muito maior da zona empresarial que brevemente gerará na ordem de uma centena de postos de trabalho só ao nível do polo II e Zona Industrial. Em simultâneo avançaremos com medidas de revitalização do nosso comércio tradicional que no passado era das principais ofertas de trabalho, tendo por varias razões perdido essa força que urge recuperar. Às nossas medidas de incentivos fiscais e redução do preço dos lotes, juntar-se-ão em breve alguns incentivos como os que referi na questão anterior, pois a fixação dos jovens está diretamente dependente da capacidade que tivermos de gerar emprego.

O nosso programa será “um compromisso de todos, para o futuro de todo o concelho” e engloba muitas propostas nas mais diversas áreas. Destacaria as seguintes medidas: formalizar contrato com a administração do Budha Eden Garden, para implantação da Galeria de Arte Joe Berardo no centro da vila, para atrair parte dos 300 mil visitantes daquele espaço e dinamizar a área do comércio, serviços e restauração; desenvolvimento turístico do Picoto, Vale do Roto e Planalto das Cesaredas, com destaque para a história da presença do Homem de Neanderthal, Batalha da Roliça e Turismo de Natureza; requalificar o Mercado Municipal e as instalações do Instituto da Vinha e do Vinho, com apoio comunitário já aprovado e implantar áreas de apoio às atividades económicas e a Loja do Cidadão; dar início ao programa comparticipado “Aluno ao Centro” que visa o combate ao abandono e Insucesso escolar; desenvolver o Programa “Cultura para Todos”, projeto financiado, com o objetivo de incentivar e promover práticas artísticas e culturais em todo o concelho; promover incentivos aos investimentos na reabilitação urbana (IMI, IVA e taxas urbanísticas) e criar concluir a acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida, em todos os edifícios públicos, criando rotas acessíveis na vila; criar o pelouro para a proteção e bem-estar animal e construir o Canil Intermunicipal, cujo processo já entrou em fase de concurso para a adjudicação da empreitada.

3. Acredito que o trabalho de preparação que fizemos nestes últimos anos são a verdadeira mola impulsionadora para esse desenvolvimento acontecer com a força que se deseja. Ao longo da minha vida sempre no Bombarral foram muitos os desafios que venci e todos eles tiveram como objetivo servir a nossa comunidade local nas mais diversas áreas. E este é o desafio do momento. Colocar o Bombarral no lugar cimeiro que ocupou até aos anos 60/70 e que por motivos vários deixou de ocupar. O apoio social, o emprego para todos, as perspetivas de uma melhor vida para a nossa população e um Bombarral fortalecido é o nosso objetivo, hoje com mais condições para ser atingido.

O próximo mandato será decisivo face aos projetos preparados para arrancar com os devidos apoios financeiros garantidos do Portugal 2020. Depois da estabilidade nas contas, todo o próximo mandato será dedicado à vida dos bombarralenses e do Bombarral que se está a afirmar como um local onde dá gosto viver.

Com o envolvimento de todos o próximo mandato será decisivo face aos projetos preparados com os devidos apoios financeiros garantidos, do Portugal 2020, como aliás já referi. O cumprimento da estratégia montada e a criação de equipas polivalentes para nos ajudarem a montar esse plano e a executá-lo no terreno, serão igual mente determinantes para alcançarmos o êxito pretendido. Por outro lado, manter o equilíbrio financeiro que conquistámos, com uma gestão rigorosa e exigente, ajudar-nos-á a suportar o esforço necessário para a obra que falta fazer e cujos projetos e formas de pagar estão já definidos, o que para nós é uma vantagem, pois conseguimos em vez de promessas, anunciar certezas.

4. Tenho para mim que o Bombarral não é um, mas sim todos. E todos queremos o mesmo para este concelho maravilhoso. Contudo, há fatores que serão determinantes para a decisão dos bombarralenses, desde logo, a experiência e o fator polivalente e multifacetado da minha equipa. Aqui, temos claramente vantagem sobre os demais candidatos.

Transmitimos, deste para o próximo mandato, fatores de confiança e uma herança positiva, enriquecida por um conjunto de compromissos, prontos a serem executados imediatamente a seguir ao ato eleitoral. Para nós, é fundamental reforçar os setores dominantes da economia local, liderados pelos nossos agricultores, que se distinguem na produção da pera rocha, do vinho e do bacelo, assim como todos os demais investidores e empreendedores que apostem no Bombarral, criando postos de trabalho e equilibrando a economia social. Temos um vasto conjunto de investimentos públicos preparados, que a par de uma política de incentivos e impostos acessíveis, abrirão as portas para um Bombarral para todos. Queremos atingir um patamar em que aqui haja trabalho para todos, que os mais jovens aqui constituam as suas famílias e que aqui dê gosto viver. Tudo isto são realidades que conhecemos e cujas soluções preparámos. Queremos um Bombarral para todos e vamos consegui-lo com o compromisso de todos.

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