Para concretizar o assalto, terá sido injetado gás na caixa para provocar o rebentamento, que fez acionar o alarme cerca das cinco e meia da manhã. “O estrondo parecia uma bomba e partir daí vi duas pessoas, vestidas de preto dos pés à cabeça, a partirem o vidro lateral e depois de entrarem, apareceram a carregar as caixas com o dinheiro. No carro de fuga estaria outro indivíduo a postos e a saída do local foi feita rapidamente”, contou Conceição Rosa, moradora nas imediações.
A mulher alertou a PSP, que chegou minutos depois. No chão foi encontrada uma nota de vinte euros, que terá caído da gaveta do dinheiro e foi também recuperado um telemóvel, que se desconhece se está relacionado com o assalto.
António Marques, diretor do centro de exposições, gerido pela Câmara, freguesias e associações empresariais, admitiu que “já estranhávamos que a caixa não tivesse sido cobiça dos larápios, depois da onda de assaltos que houve há alguns meses na região Oeste”. Segundo o responsável, os danos no edifício – vidros partidos e alumínios danificados – ascendem a cerca de três mil euros. Não foi revelado o valor furtado.
O crime está a ser investigado pela Polícia Judiciária de Coimbra, que apura a relação com outros assaltos do género ocorrido uma hora antes em Manique do Intendente, no concelho de Azambuja, e na véspera, na caixa multibanco do Hilarião, na periferia de Torres Vedras, instalado na parede de um café, onde os suspeitos recorreram à explosão de uma botija de gás.
Francisco Gomes




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