O recinto dos concertos esteve sempre cheio, mas a maior enchente deu-se no sábado, com o concerto da banda os GNR que passados mais de 30 anos desde a sua formação, continuam a levar a música da alma nortenha a viajar pelas estradas e palcos de Portugal. Mas a festa no Parque D.Carlos I continua como os Walking River Trunk, Richie Campbell, Dengaz, Carminho e Xutos e Pontapés até domingo.
A primeira noite da série de 10 concertos do certame revelou-se agradável e propícia à energia do músico que fez parte dos Toranja, fazendo a plateia levantar os pés do chão, com os seus êxitos. As palmas soaram mais alto em “Pó de arroz”, “Laços”, “Canção de engate”, mas o tema que levou o público ao rubro foi a “Morena”, tendo o artista brincado com uma fã que tinha um cartaz a dizer “Tiago posso ser a tua morena?”. “Com certeza, amanhã jantar em casa dos meus pais”, respondeu o artista.
Foi cerca de uma hora e meia de espetáculo, que incluiu duas canções já conhecidas do próximo álbum ‘Se Me Deixasses Ser’ e ‘Partimos a Pedra’, que será lançado no final do verão. Também constou do reportório músicas mais roqueiras como “Labirinto”, bem como, alguns temas que segundo o ex-Toranja, “nunca foram um êxito de rádio mas o número de visualizações no youtube fez perceber que as pessoas gostavam dela”.
No final do concerto, o artista voltou ao palco para tocar duas canções escolhidas pelo público, que assistia ao espetáculo. Para o artista, a “noite foi muito agradável e a plateia ótima, pois houve silêncio entre as músicas, sem aquelas conversas e barulhinho de fundo”.
Energia da banda de alma nortenha
A celebrar 36 anos de carreira, os GNR – Grupo Novo Rock, entraram no passado sábado, em palco a todo o gás, com o tema “Atira-me agua benta”, roubando os primeiros aplausos do público que, durante uma hora e meia, não se conteve, dançando e cantarolando todos os temas, do princípio ao fim. Até fizeram parte do espetáculo os técnicos e outros elementos da equipa da banda.
O trio composto por Rui Reininho, Toli César Machado e Jorge Romão começou por cantar os temas “ Maria”, “Efetivamente”,”Cadeira Elétrica”, até que chegou a vez de a banda agarrar a plateia com mais um dos sucessos “Ana Lee”, lançado em 1992. Nesse momento, o vocalista Rui Reininho recordou a “primeira vez que andou de burro na Foz do Arelho”.
“No início dos anos setenta lembro-me de vir aqui passar quinze dias de férias, e nunca mais esqueci. Foi um sítio muito marcante, pois foi o início de muitas aventuras”, explicou o vocalista dos GNR, adiantando ainda no final aos jornalistas, que “com meses de idade passei as minhas primeiras férias, em São Martinho do Porto”.
Seguiu-se a canção “Asas”, foi a melodia que deixou a plateia rendida de braços erguidos que balançavam de um lado para o outro.
A viagem continuou pelos temas “Sangue Oculto”, “Pronúncia do Norte”, “Morte ao sol”, “Quero que vá tudo pró inferno”, mas o tema que deixou a plateia em êxtase e de telemóvel na mão a gravar foi o “Dunas”.
Durante pouco mais de duas horas, o trio repassou alguns dos temas de várias gerações, contagiando um público de todas as idades.
Ao longo do concerto, Rui Reininho fez várias intervenções, e dedicou ainda um tema o “Macabro” do seu último álbum ao artista Bordalo Pinheiro. “Uma espécie de homenagem, pois é uma música muito caricatural, feita de uma maneira desconstruída e traz os técnicos ao palco para cantar, transparecendo uma ideia de família”, salientou o vocalista.
Para terminar em grande, a consagrada banda regressou ao palco duas vezes, fruto da exigência dos fãs que não arredaram pé, até ouvirem mais um dos êxitos dos nortenhos, “Mais Vale Nunca”.
À imprensa depois da sua atuação disse que “o ambiente estava fantástico, muito silencioso, subtil e acima de tudo respeito por parte do público caldense”.
Ritmos africanos aquecem o recinto no domingo
Músico cabo-verdiano de 28 anos, que tem três álbuns gravados e a caminho do quarto, pôs as fãs aos gritos a cantar e a dançar, todas as músicas, do princípio ao fim, no passado domingo à noite.
As mais jovens, juntinho ao palco, munidas de smartphone e as mais velhas, ao longe, de copo na mão, todas elas e eles cantaram e dançaram ao som do Djodje, um dos nomes do momento, no que diz respeito, aos ritmos africanos, nomeadamente kizomba.
Abriu a atuação com um espetáculo pirotécnico, com tema do seu terceiro álbum, “Vai Embora”. Após o aquecimento Djodje decidiu deliciar uma legião de fãs com o single editado, “I love you”, que o acompanharam do primeiro ao último acorde.
Seguiu-se o “Namora Comigo”, um dos temas do quarto álbum. O cantor cabo-verdiano pretende em breve, “Ainda sem data prevista, mas posso dizer que vai ser mais eclético relativamente aos outros, com estilos diferentes. Cada vez mais fazer só um estilo já não me identifica”, explicou o artista.
Entre aplausos e assobios, o artista representa pela primeira vez na Frutos, os ritmos africanos. “Faz todo o sentido que a música africana, que já faz parte do mercado português, esteja representada nos festivais de verão”, sublinhou Djodje, que proporcionou do início ao fim, um “concerto cheio de energia nas Caldas da Rainha”. Depois dos ritmos mais melosos com “Txukinha”, o artista, disse “ vamos aquecer ao ritmo dos temas mais mexidos. Caldas da Rainha, tira o pé do chão”, e seguiram-se mais uns temas até ao final do concerto.
Após apresentar a sua banda, o músico despediu-se. Mas o público, não arredou pé. E o cantor cabo-verdiano lá voltou, com bailarinos e com mais festa, ao som do tema “La Ki Nos É Bom”, que pôs toda a plateia a pular.
Mariana Martinho





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