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Galp mantém prospeção de petróleo em apenas uma concessão em Peniche

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A Galp Energia desistiu de avançar com a pesquisa de petróleo em três das quatro concessões que detinha na bacia de Peniche, o que levou a petrolífera a registar uma imparidade (quantia não recuperável) de 22 milhões de euros nas contas do semestre.

Segundo a agência Lusa, em conferência de imprensa, o presidente executivo da Galp Energia, Carlos Gomes da Silva, afirmou que a petrolífera decidiu manter somente uma das áreas de pesquisa ao largo de Peniche, sem referir quais das quatro foram abandonadas (Camarão, Ameijoa, Mexilhão e Ostra).

“Decidimos devolver a concessão em três áreas da bacia de Peniche. Tomámos a decisão de abandonar estas áreas antes de furar”, disse Carlos Gomes da Silva, referindo que a decisão foi tomada com base na análise aos dados geológicos recolhidos.

Em declarações aos jornalistas, o presidente executivo da Galp explicou “as três zonas [abandonadas] não têm magnitude nem dimensão que justifiquem o desenvolvimento de um projeto”.

A quarta concessão ainda aguarda a análise de mais informação recolhida pelo estudo geológico: “Deixámos a quarta para um momento posterior quando tivermos mais informação”.

A petrolífera registou imparidade de 22 milhões de euros relativas a esta decisão, o que o gestor precisou tratar-se do montante investido em dez anos, com os vários estudos, nomeadamente de sísmica, realizados naquelas concessões.

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