As chamas assustaram quem as viu ao longe. As instalações, junto ao Recheio de Óbidos, chegaram a ser utilizadas para o ramo automóvel e serviam agora de armazém de produtos cerâmicos. Pelas labaredas temia-se o pior cenário.
“Moro aqui perto e comecei a ouvir o que parecia ser canas a estalar. Fui à janela e vi sair uma fumarada muito negra, era uma coisa doida. O fumo parecia invadir tudo”, contou João Lamaroso.
O alerta foi dado às 6h15 da manhã e compareceram no local seis corporações de bombeiros, com 69 operacionais e 23 viaturas, que se depararam com o pavilhão dominado pelas chamas e parte da cobertura abatida. Pela frente encontraram algumas dificuldades.
“A dificuldade maior foi colocar os meios de forma a que conseguíssemos arrefecer todo o edifício, porque tinha muita temperatura. Gastámos muita água por forma a extinguir o incêndio.
A informação que tínhamos era que se tratava de um armazém que servia para guardar louça, em que teria cartão e plástico. O edifício também é antigo, com vigamento da cobertura em madeira, o que ajuda a propagação do incêndio. Tivemos de adotar uma estratégia defensiva, em que fizemos a proteção das posições exteriores, evitando que o incêndio se propagasse a outros edifícios, o que foi conseguido com êxito”, descreveu Carlos Silva, comandante dos bombeiros de Óbidos.
Ao fim de duas horas o incêndio entrou em resolução e uma hora depois em conclusão. Não há conhecimento que estivesse alguém nas instalações quando o fogo deflagrou e não houve feridos. As causas estão a ser investigadas.
A estrada para o Pólo Tecnológico de Óbidos esteve cortada ao trânsito pela GNR para os bombeiros poderem efetuar o combate às chamas pelas traseiras do pavilhão.











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