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Engenheiro informático desenvolve aplicação usada no Museu Nacional dos Coches

Francisco Gomes

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Um engenheiro informático de 32 anos, residente em Casal Jorge Dias, próximo de Alfeizerão, desenvolveu uma aplicação para smartphones que permite detetar a presença de uma pessoa num certo local, fazendo despoletar uma ação. Foi posta em prática no Museu Nacional dos Coches, em Lisboa, permitindo para uma melhor visita ao espaço.
Tecnologia permite outras experiências no Museu Nacional dos Coches

Quem já visitou o Museu Nacional dos Coches sabe que por vezes é difícil em dias de grande afluência obter informação sobre o coche que se está observar. Mas uma nova aplicação para dispositivos móveis (smartphones), desenvolvida pela RPGSI Business Solutions em parceria com a ByteRev, uma empresa da região, permite consultar informação contextualizada sobre o coche que está a ser visto.

Stéphane Marques, gerente da ByteRev, descreve que a aplicação “Museu dos Coches” – disponível desde o início do mês para Android e iOS – usa uma nova tecnologia desenvolvida pela Apple que possibilita que o visitante do museu receba conteúdo específico sobre o determinado coche do qual se aproximou. Na prática, a aplicação usa a tecnologia bluetooth beacons, que permite detetar a proximidade de um visitante relativamente a um determinado coche ou grupo de coches.

Com esta aplicação é possível ao visitante receber assim que se aproxima de um coche uma notificação com conteúdo que inclui imagens, textos e até uma experiência em 360 graus do interior do coche para visualizar como seria estar dentro do respetivo coche (o que fisicamente não é possível).

O engenheiro informático indica que esta tecnologia tem potencialidade de ser aplicada em outras áreas como espaços expositivos, lojas e até na área de logística.

Se é certo que a localização do utilizador já é possível através do sistema GPS, a verdade é que o sinal de GPS é de difícil captação em espaços interiores. “Esta tecnologia resolve esse problema”, sublinha.

“Este é um projeto que cria a verdadeira ponte entre o físico e o digital. Isto permite uma experiência enriquecida de visita cultural, a qual de outra forma necessitaria de uma intervenção demasiado ativa do visitante no smartphone, o que levaria o mesmo a perder o foco naquilo que realmente interessa, a peça exposta”, aponta Hugo Farinha, diretor de Marketing e Inovação na RPGSI Business Solutions.

Esta não é a primeira vez que a empresa RPGSI implementa tecnologia de beacons, estando envolvida em projetos de identificação de veículos específicos por agentes de parqueamento.

Entretanto, Stéphane Marques vai apostando também noutros projetos nesta área das aplicações móveis onde já tem no seu currículo uma aplicação de captura de vídeo do ecrã de dispositivos móveis, popular no mercado brasileiro e onde se encontra a desenvolver uma aplicação que se interliga com programas de faturação para permitir gerir clientes, encomendas e a consultar faturas e documentos pendentes diretamente no smartphone.

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