Durante uma hora, Tó Romano falou do movimento Eva Dream que já foi acolhido por cerca de 25 cidades do país e do desejo de fazerde Portugal um local mais florido. Desafia os munícipes a embelezar varandas e janelas com flores e, simultaneamente, promove ações no espaço público. Uma “ação que procura embelezar o país, catalisar o turismo e valorizar os produtos nacionais”.
Ana Cristina Hilário, da Associação de Moradores e Amigos do Bairro Azul, conheceu o projeto e decidiu abraçá-lo. Uma das iniciativas no âmbito deste movimento é a Festa das Flores, que terá lugar no próximo sábado, com o tema “Das Flores aos Frutos”. O Bairro Azul será decorado com mais de 500 flores. Em simultâneo decorrerá uma “Feirinha da Flor”, com demonstrações, workshops, animação e venda de artigos relacionados com flores. “Este é o sítio certo para esta iniciativa, uma alavanca para florir ainda mais a nossa cidade”, salientou Ana Cristina Hilário sobre a festa que inicia pelas 14h30 com o passeio das bicicletas floridas, na zona histórica da cidade. Haverá ainda um “Mini Street Food Floral”, na praceta do Bairro Azul.
A representante da Associação de Moradores e Amigos do Bairro Azul acrescentou que pretendem também “motivar os habitantes do bairro para embelezar com plantas e flores as suas varandas”.
A Festa das Flores irá contar com vários momentos de animação com o Grupo Gaita de Foles da Fanadia e o Grupo Orfeão Caldense com vídeo mapping (cenógrafo Pixel Bitch).
“Tornar Portugal o país mais florido do mundo”
O projeto já foi apresentado à Câmara das Caldas, que também aderiu com o objetivo de em 2018 a iniciativa a estender-se por toda a “cidade, e quem sabe, por todo o concelho”.
A conferência de apresentação do projeto Eva Dream – Florir Portugal contou com a presença de Vítor Marques, presidente da UniãodasFreguesias deN.Sra.Pópulo, Coto e São Gregório e uma plateia com cerca de vinte pessoas. O presidente da Câmara das Caldas, Tinta Ferreira, também compareceu no final da conferência.
Tó Romano, igualmente diretor da Central Models,defende que o país deve decorar ruas, praças e varandas com milhões de flores para promover o turismo. “Não se trata só de ter o território mais bonito. É mudar a própria imagem de Portugal e torná-lo no país mais florido do mundo. Se o conseguirmos vamos surpreender, sobretudo os estrangeiros, mas também quem cá vive”, sublinhou o empresário.
De acordo com o responsável do projeto, “é mais beleza para os turistas, é dinamizar as ruas das vilas e cidades, é combater a indiferença com algo bom e belo, mais amor pelo que é nosso”.
Na conferência Tó Romano disse que os portugueses precisam de um ideal que os mobilize, a exemplo do que sucedeu com o desafio lançado por Luís Felipe Scolari, no Euro 2004, “promovendo a colocação de bandeiras nacionais nas janelas e varandas das casas portuguesas”. Segundo Tó Romano, a diferença é que “esta mobilização foi efémera e morreu após o Campeonato da Europa de Futebol, enquanto o Florir Portugal pode mobilizar os portugueses permanentemente, dando assim tempo para que à sua volta se criem pequenas e médias empresas que produzam, nomeadamente, produtos naturais, tão do agrado dos portugueses, mas também dos estrangeiros”.
O empresário revelou que este projeto é um sonho e diz respeito “àquilo que possa ser um contributo meu e do país para o futuro dos nossos filhos e netos”.
Tó Romano é autor do livro “Eva Dream”, onde preconiza que Portugal adote a flor como símbolo turístico, um “ícone fortíssimo que atrai milhões de pessoas, a exemplo do que já acontece com a Festa do Povo, em Campo Maior ou a Festa da Flor, na Madeira”.
A Cooperativa da Vermelha associou-se à conferência, onde Nuno Galvão, enólogo, apresentou os seis vinhos monovarietais tintos produzidos apenas com uma casta, que “são um cartão de visita das principais flores da região de Lisboa”.
Carla Simões, engenheira responsável pela gestão da Frutalvor, também fez uma apresentação da central fruteira, instalada no Casal de Santa Cecília (Salir de Matos).




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