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Câmara das Caldas reuniu com ministro da saúde

Francisco Gomes

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Esclarecimentos sobre o resultado da reunião do presidente da Câmara das Caldas com o ministro da saúde preencheram uma parte da reunião da Assembleia Municipal do passado dia 11.
Reunião da Assembleia Municipal onde o encontro com o ministro foi relatado

Vítor Fernandes, da CDU, comentou que o presidente da Câmara foi recebido pelo ministro da Saúde acompanhado de vereadores do PS e CDS. “Outras forças políticas da assembleia foram ignoradas e é pena ter conhecimento das conclusões pela comunicação social”, lamentou.

Tinta Ferreira disse que a Câmara pediu uma audiência ao ministro da saúde, por causa da situação dos trabalhadores precários, que afeta o funcionamento do hospital.

“Não pode ir toda a gente. Pedi que fosse extensível ao vereador do pelouro, aos partidos com representação na Câmara e ao presidente da assembleia”, explicou.

“Fomos reforçar a importância das obras, da passagem a Entidade Pública Empresarial (EPE), da autonomização do Oeste Norte, de não haver períodos sem especialidades, como urgência de ortopedia e maternidade, da falta de médicos e dos precários. O ministro manifestou acolhimento às nossas questões”, revelou o autarca.

Segundo o presidente da Câmara, quanto às obras de ampliação do hospital, “o desejo do ministro é que no inverno de 2018 estejam concluídas”

“Foi transmitido que a passagem a EPE ia ser rápida e resolverá a questão dos precários. Há uma fornada de médicos novos e uma majoração de quase 40% para os médicos que queiram instalar-se. O ministro deu orientações para serem adquiridos novos equipamentos de ponta para estimular as especialidades e vinda de médicos”, descreveu Tinta Ferreira, que relatou que o ministro foi convidado a vir às Caldas em maio para a “semana termal”.

E o hospital termal foi também um assunto discutido com o membro do governo. “Falámos também do Termal, de uma possível parceria com Ministério da Saúde para colaboração de recursos humanos e prestação de serviços, e o ministro transmitiu que ia haver comparticipação para os tratamentos termais”, referiu o edil.

Uma reunião do presidente da Câmara com o presidente da CP – Comboios de Portugal foi também alvo de questões de Vítor Fernandes, que apresentou uma moção a enviar a esta empresa por causa das “supressões de comboios na Linha do Oeste substituídos por autocarros, falta de material circulante, atraso no plano de eletrificação e automatização entre Meleças-Caldas da Rainha”, documento que foi aprovado por unanimidade.

O presidente da Câmara explicou que a reunião com a administração da CP “foi pedida pela OesteCim”. A empresa disse que” não há comboios disponíveis e recursos humanos para fazer reparações nos comboios. Há vontade de aquisição de comboios novos”, revelou Tinta Ferreira, que indicou que foi pedida reunião ao ministro da tutela.

Na reunião da Assembleia Municipal, o socialista Manuel Nunes interrogou quando começam as obras da segunda fase na Lagoa de Óbidos, ao que o presidente da Câmara confessou estar “preocupado, porque há dificuldades no que respeita a deposição de dragados”.

Vítor Fernandes perguntou sobre o estado da realização do cadastro da rede de água e que medidas estão a ser tomadas. Tinta Ferreira disse que o cadastro está previsto ser concluído em agosto de 2018 e Santa Catarina já o tem.

Sobre o Largo João de Deus, que Vítor Fernandes questionou sobre o “estacionamento para moradores, promessa do vice-presidente Hugo Oliveira”, o presidente da Câmara esclareceu que “não há nenhum sítio [na cidade] de lugares reservados para moradores durante o dia”. Vítor Marques, presidente da união de freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, adiantou que contentores de reciclagem para os moradores foram instalados junto à entrada do estacionamento da parada e que a colocação de pilaretes junto à capela do Espírito Santo se deve aos carros que estacionavam em cima da escadaria do templo religioso.

Vítor Marques relatou ainda a viagem em que acompanhou o presidente da Câmara e outros autarcas de freguesia às comunidades caldenses no Canadá e EUA. “Fomos recebidos de forma fantástica”, contou.

Por proposta de Jaime Neto, do PS, a Assembleia Municipal aprovou dois votos de louvor – um ao Teatro da Rainha e à atriz Isabel Lopes, do Teatro da Rainha, destacada pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro, e outro à designer Eneida Tavares, jovem formada em mestrado em design de produto pela ESAD.CR, que se instalou nas Caldas da Rainha da Rainha, com atelier nos Silos Contentor Criativo, e que teve uma distinção internacional ao ser nomeada pela revista inglesa Monocle como “a não perder de vista”.

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