A mostra fotográfica “dá a conhecer uma série de imagens dos dois autores, ambos amantes da fotografia. Ni Francisco, conhecido como ”um verdadeiro cidadão do mundo”, nasceu em S. Martinho do Porto e tem dedicado os últimos anos da sua vida à fotografia de viagens e turismo, pois para ele “fotografar é um modo de estar e viajar, uma filosofia de vida”. Com várias exposições individuais e com vários prémios em concursos, Ni Francisco tem fotografado em quase todos os cantos do mundo como Hungria, Itália, Cuba, Macau, Malásia, Guiné Bissau, entre tantos outros.
Na seleção de trinta imagens que dá a conhecer nos “Reflexos do Mundo”, Ni Francisco explicou que “foram momentos captados durante reportagens de turismo, com a intenção de um dia poder expô-las. E aqui está o resultado”.
“Viajo regularmente pelo estrangeiro, normalmente por sítios de interesse turístico e adoro fotografar as coisas mais belas deste nosso planeta”, sublinha o fotógrafo profissional há mais de vinte anos. Como tal, explicou que ”este projeto é uma ideia que já estava pensada há vários anos e achávamos que resultavam bem as duas exposições juntas. Um lado mais humano e outro mais paisagístico, com os vários reflexos do mundo”.
Para Ni Francisco, as “trinta imagens expostas todas são especiais, pois cada uma tem a sua história e o seu momento”.
Do outro lado da exposição, encontramos uma seleção de trinta imagens captadas pelo professor e fotógrafo Luís Lobo Henriques durante as duas viagens que fez à Índia em 2012 e 2015.
A fotografar “almas” há mais de 40 anos, Luís Lobo Henriques explica que “estas imagens estão inseridas na exposição «Índia – Rosto de Canela», que fez parte do Ciclo de Exposições Monsaraz Museu Abertos, e que me deu a possibilidade mostrar 60 imagens de seis mil que captei nesta minha viagem de sonho à Índia”. Nelas, o fotógrafo que nasceu em Luanda procura revelar um pouco daquilo que é a alma deste país que, pelo exotismo das suas gentes e cultura, o apaixonou incondicionalmente. São paisagens que marcam pela espiritualidade e rostos que se distinguem pela diferença, um turbilhão de cores e emoções, aromas, sabores e sons duma Índia sagrada e profana que se impregna nos cinco sentidos do visitante.
Cada imagem fala por si nesta exposição, para a qual a seleção de uma pequena amostra “não foi fácil”.
Para Luís Lobo Henriques, “a Índia é um país que me fascina pelos cinco sentidos. É mesmo uma paixão, em que existem dois mundos completamente diferentes dentro da Índia”. No lado mais sul do país, segundo o fotógrafo, “há mais trabalho, menos mendigagem e é mais deslumbrante em termos de paisagem”, no lado norte “os monumentos e o povo causam mais impacto em termos de imagem”.
Segundo Luís Lobo Henriques, “tantos os homens como as mulheres estão sempre com um olhar contemplativo, o que faz com que tudo seja muito impressionante e diferente”.
Luís Lobo Henriques admite que “gostava de voltar lá uma terceira vez, pois há muita coisa por conhecer na Índia”.
A fotografar “almas” há mais de 40 anos, descreve que “ao longo de muitos anos a fotografia e as máquinas fotográficas ensinaram-me a crescer”.
Esta mostra está patente na sala de exposições temporárias do Museu José Malhoa até ao dia 12 de março.





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