“Tratando-se de um espaço urbano confinado e ladeado de prédios de grande altura, a dispersão das ondas sonoras não pode ser feita nas melhores condições e as empresas que têm assumido a animação sonora dos festejos têm sistematicamente optado por um nível de decibéis em muito superior aos máximos aceitáveis para qualquer ambiente urbano”, lê-se na petição.
“Para quem vive, trabalha ou apenas passa nas proximidades da Av. 1º de maio, mesmo para os participantes e espectadores das festividades, o nível de ruído é de tal modo excessivo que provoca severos traumatismos auditivos. Trata-se de uma zona habitacional e torna-se impossível para qualquer cidadão conviver com a situação, mais grave ainda no caso de crianças, idosos ou doentes que habitam junto ao local”, refere o documento.
“O ruído que a suposta “animação sonora” do Carnaval de Caldas da Rainha provoca não tem sido “animação”, antes atentado à saúde auditiva dos residentes, participantes e de todos os que gostam de vir assistir ao espetáculo. Carnaval é festa, mas não pode nem deve ser a exposição a níveis de ruído perigosos para a saúde, pondo em risco todos os que residem, trabalham ou circulam na artéria escolhida para as festividades promovidas pelo Município”, concluem os organizadores da petição, que apelam a que situação seja prevenida este ano. “A Câmara Municipal tem o poder de impor um limite razoável e sobretudo legal à animação sonora do Carnaval das Caldas da Rainha”, concluem.



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