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Diretor algarvio veio conhecer a Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste

Francisco Gomes

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Entre 13 e 15 de março o diretor da Escola de Hotelaria e Turismo de Vila Real de Santo António, David Murta, trocou de funções com o seu congénere do Oeste, Daniel Pinto, isto é, enquanto o responsável do estabelecimento algarvio esteve a conhecer a realidade da escola das Caldas da Rainha e de Óbidos, o diretor oestino esteve na escola no sul do país a fazer o mesmo e a “dirigi-la”.
David Murta, o terceiro a contar da esquerda, rodeado de coordenadores da escola do Oeste

Tratou-se de um programa de valorização de recursos humanos que o Turismo de Portugal está a desenvolver, que consiste na troca de experiências entre os diretores das doze escolas da rede.

Ambos participaram em atividades técnicas e pedagógicas, com o objetivo de adquirirem boas práticas para aplicação na escola de origem, conhecerem novas equipas, processos e métodos de trabalho, e melhorarem competências pessoais e profissionais, no contato com outras realidades.

Nas Caldas da Rainha e em Óbidos, David Murta visitou as instalações da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, reuniu com coordenadores, professores, delegados de turma e encarregados de educação, assistiu a aulas e almoçou no restaurante pedagógico.

David Murta tem 40 anos e é diretor da escola de Vila Real de Santo António desde junho de 2010. Já tinha estado nas Caldas da Rainha no ano passado num almoço temático.

“A ideia não foi vir aqui tomar decisões ou ver o que estava a acontecer, mas sim ver como se trabalha aqui e tirar ideias para a minha escola. Depois temos de elaborar um relatório para conhecimento dos envolvidos, para apontar alguma situação que possa ser melhorada”, revelou David Murta ao JORNAL DAS CALDAS.

Comparando as realidades das duas escolas, considerou que “em termos de organização geral a dinâmica é a mesma, o que difere é a maneira das pessoas tratarem das situações”. Mas a grande diferença assenta “na dimensão das escolas”. A das Caldas da Rainha “é uma escola média”, enquanto a de Vila Real de Santo António “é a mais pequena da rede e que está a atravessar algumas dificuldades em termos de recrutamento de alunos, derivado da diminuição populacional nesta faixa etária naquela zona”.

“Estamos num novo começo. Atualmente existem três turmas em formação inicial com 25 alunos e formação contínua com 40 alunos”, descreveu.

Sobre o que fez nos três dias em que esteve na região Oeste, David Murta relatou que “falei com os recursos humanos e coloquei-lhes as seguintes perguntas: Se gostavam de trabalhar na escola, o que é poderia fazer melhorar o seu desempenho sem ser aumentar o ordenado, quais os aspetos positivos e os a melhorar, e se eu fosse o novo diretor qual deveria ser a primeira decisão a tomar”.

Segundo David Murta, “foram perguntas básicas em conversas de dez minutos no máximo, que já permitem ter uma radiografia da escola e apontar alguns caminhos ao diretor efetivo”.

As respostas constarão do relatório. O diretor algarvio concluiu que as instalações da escola do Oeste “precisam de alguns melhoramentos e modernizações”, mas não deixou no entanto de dizer que percebeu que “o ambiente é positivo, os alunos e professores gostam da escola e estão envolvidos de forma bastante ativa”.

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