A vereadora responsável pelo pelouro dos serviços sociais da Câmara das Caldas disse desconhecer ainda o número de refugiados que serão acolhidos e a sua origem. “Recebemos na semana passada o protocolo de colaboração com a PAR – Plataforma de Apoio aos Refugiados”, explicou Maria da Conceição, na sessão simbólica de entrega do material, que decorreu na sede do Lions nas Caldas.
A autarquia tem uma casa disponível com dois quartos para acolher a família ou até três pessoas que aceitaram Portugal como porto seguro para as suas vidas. Neste momento está a preparar e a mobilar o imóvel para acolher os refugiados em articulação com instituições caldenses que já se tinham disponibilizado para poder ajudar a equipar a casa.
O Lions ofereceu calçado, roupa de homem, senhora, criança, roupa de cama, brinquedos, mobiliário e eletrodomésticos (esquentador, aquecedor, fogão e forno). Segundo a autarca, “as dádivas hoje oferecidas são muito significativas e vão ajudar os refugiados”.
Mara Marques, presidente do Lions Clube das Caldas, destacou a variedade de bens que conseguiram angariar, referindo que estão “disponíveis para colaborar em mais equipamento que a Câmara precise para os refugiados”.
Raúl Amado, Governador do Distrito 115 Centro Sul do Lions Internacional, revelou que este ano comemoram o seu centenário, a 7 de julho e é importante “manter as partilhas e motivação de fazer a inclusão a quem precisa”.
Segundo a vereadora, “é em conjunto com outras entidades que encontraremos a resposta para acolher os refugiados nas Caldas da Rainha para honrar a nossa tradição humanista”.
O apoio vai estender-se também ao acesso à saúde, educação e trabalho, sendo a Câmara responsável pelo bem-estar e integração dos refugiados durante dois anos.
Trata-se de “cidadãos que têm com certeza sofrido muito”, e o papel da Câmara é “criar condições para que se sintam em casa”, referiu a autarca, adiantando que “agora vai haver uma reunião com responsáveis de entidades locais para ver o que falta e para preparar a integração dos refugiados”.
Maria da Conceição advogou também ser “uma das missões da autarquia contribuir para o esforço nacional de dar uma resposta à crise humanitária dos refugiados”, mostrando vontade de que “quem chegue consiga inserir-se na comunidade de uma forma digna”.




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