O que leva um homem que já tem um recorde mundial do Guinness a voltar a surfar os monstros da Nazaré?
“O oceano é a minha igreja, o meu “lugar” e o meu escritório. Eu sinto-me mais confortável na água do que em terra e especialmente na Nazaré, que se tornou a minha casa. Já passou um ano desde a última vez que estava sentado na minha prancha a respirar a energia desse lugar e estou bastante ansioso para voltar a fazê-lo. Também, no ano passado enfrentei muitas emoções e tive de lutar para ter a minha capacidade física de volta para poder regressar à água. Eu quero mesmo que as pessoas saibam que tudo é possível, mesmo quando as pessoas dizem que não o é. Toda a gente pode viver os seus sonhos. Os médicos disseram-me que eu nunca mais iria voltar a surfar e aqui estou eu, um exemplo de vida que se delinearmos os nossos objetivos podemos alcançá-los. Isto irá marcar o início da minha missão mundial de três anos para partilhar o que é que o surf pode fazer por um país, pelas crianças e pela alma. Portugal ensinou-me tanto e eu mal posso esperar para poder partilhar isso com o resto do mundo”, declarou o surfista.
Apoiado pelo Governo português bem como por diversas empresas e pessoas, Garrett vai viajar por mais de trinta países em trinta e dois meses, acabando a sua missão nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, para apresentar pela primeira vez o surf como desporto Olímpico. Pelo caminho, vai partilhar a história do surf português e também vai oferecer pranchas e aulas às crianças desfavorecidas em cada destino.



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