Um deles encontrámo-lo no parque de estacionamento em frente ao quartel dos bombeiros, já próximo da Rua Dr. Carlos Manuel Saudade e Silva, onde existe uma “praga de pombos”, assim identificada pelos moradores.
Celestino Almeida disse que alimenta os pombos por “sentir pena deles”. É que “quanto menos comerem, mais privações têm assim como mais doenças”.
“É lamentável não dar comer aos animais. Sou contra deixar de dar. Se os pombos provocam doenças, também os cães, os gatos e até nós, seres humanos. Podem existir contratempos, como sujarem alguns carros, mas os pombos fazem parte da natureza”, defendeu.
Noutra rua nas imediações, Acácio Nunes também alimenta os pombos e curiosamente deu a mesma resposta, quando confrontado sobre as razões: “É ter pena deles, não quero deixá-los morrer à fome”. E sustentou não estar sozinho. “Há muita gente que dá. Há uma senhora que mora num terceiro andar e no primeiro tem um terraço. Como não mora lá ninguém, ela manda o comer e os pombos vão lá”, contou.
“Quem mora aqui não gosta porque eles sujam. Mas quem tiver razões que se queixe”, declarou.
E encontrar pessoas com reclamações não é difícil. “É uma praga das grandes. As pessoas que vêm alimentar os pombos todos os dias de manhã já foram avisadas”, referiu Luís Santos
“Os carros debaixo dos postes estão todos os dias sujos e queima a pintura”, indicou.
Alucinda Batista não dúvidas: “Há riscos para a saúde. Podem transmitir doenças, prejudicam a pintura dos automóveis e não se pode estender a roupa”.
“É um abuso à saúde pública. Já falei com o presidente da Câmara e ele disse-me que se não houvesse quem viesse aqui dar de comer os pombos iam procurar outro lado. Assim é uma porcaria. É porem guardas e ver quem dá de comer”, insurgiu-se Regina Alexandre.
“Sou a favor dos animais, mas não concordo que se alimente os pombos. São prejudiciais à saúde, sujam a roupa e os parapeitos das janelas parecem um esterco”, manifestou.
Como o JORNAL DAS CALDAS já havia relatado no ano passado e igualmente na última edição, chegam a existir perto de duas centenas de pombos concentrados a sobrevoar as casas e viaturas. “Sujam a roupa que está estendida, entopem algerozes das habitações e não estamos a salvo da contaminação e de problemas no sistema respiratório que os pombos provocam”, indicaram residentes nas imediações da Rua Dr. Carlos Manuel Saudade e Silva.
O assunto foi alvo de uma intervenção do vereador Jorge Sobral, que alertou a Câmara para a “massificação incontrolada de pombos” na área urbana e defendeu a necessidade de “um programa capaz de minorar esta praga”.
O presidente da Câmara, Tinta Ferreira, revelou ao JORNAL DAS CALDAS que ia ser realizada uma reunião com a Direção-Geral de Veterinária para tomar medidas.




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