Atingir o cimo do monte em que se realiza a festa não é fácil. Há quem conte os largos degraus para lá chegar. Na realidade são 150, numa subida de mais de oitenta metros de altura, que implica um bom esforço.
Lá no alto, antes da diversão, passa-se pela casa das promessas. “Fizeram pedido ao santo e foram atendidos por doença ou alguma coisa de animas ou pessoas e depois vêm cumprir esse voto”, relatou Raul Penha, da organização.
As promessas de boa saúde para os animais usados na atividade agropecuária ou de estimação são pagas através da compra de velas, queimadas na capela, ou bonecos em cera no caso dos pedidos de proteção para as pessoas.
Houve quem levasse fitas benzidas para colocar em cães e até num gato assanhado. “É para ver se o gato acalma mais um bocadinho porque ele é muito bravo. Vamos ter fé no santo e acreditar nos poderes curativos”, contava uma das participantes na festa. “Vim cá buscar uma fita para proteger a cadela”, adiantou outra.
Da parte religiosa passava-se para a profana. “É comer e beber. A tradição é acender fogueira, trazer chouriço e confraternizar”, indicavam os foliões, um dos quais declarou que “tenho aqui amigos que não vejo o ano inteiro e estamos aqui em convívio”.
Cantigas e instrumentos populares juntaram-se à festa, que durou até ao pôr do sol. E para descer o monte todos os santos ajudaram.









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