Jorge Sampaio apresentou no passado dia 19, no Museu do Aljube, em Lisboa, o livro “Cadeia do Forte de Peniche”, de Carlos Brito, que ali esteve preso de fevereiro de 1960 a agosto de 1966, durante a ditadura de António Oliveira Salazar.
“É um lugar central de memória coletiva e não para conversão em propósitos utilitaristas”, sustentou, mostrando-se contra a eventual exploração do local para fins privados.
O antigo chefe de Estado (1996/2006) concretizou que o local deverá ser um centro de interpretação da história da democracia com várias atividades que possam atrair novos públicos para a história das ideias políticas.
“Aquilo que existe hoje é uma coisa triste, é preciso muito investimento e é preciso uma participação mais generalizada. Peniche não pode ser uma recordação para uma minoria, tem que ser uma coisa que diga respeito aos portugueses”, disse no final numa curta declaração aos jornalistas.
“Peniche hoje é conhecido pelas ondas, pode acumular as ondas com aquilo que é a memória dos tempos de ditadura que deve ser conhecida e explicada”, finalizou.
O Governo está a estudar com a Câmara de Peniche e com historiadores um plano para construção de um memorial da luta democrática, disse à Lusa o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, que também esteve presente na apresentação do livro.
“Não temos ainda um plano desenvolvido, todo esse trabalho vai ser feito durante este ano”, acrescentou o ministro.



0 Comentários