Celeste Afonso, vereadora da cultura da Câmara de Óbidos, deu início à sessão, referindo que ”esta primeira apresentação surge no contexto da parceria entre a editora Nava e Óbidos Vila Literária”. Segundo a autarca, “esta obra transporta-nos para uma viagem interior, que nos emociona muitas vezes”.
É um livro de excertos que foram escritos ao longo dos anos. De acordo com Anamar, a “primeira entrada do livro foi escrito na minha adolescência”.
Com 512 páginas no total e com “escritos soltos até mesmo uma palavra por página”, o livro é “não é nenhuma biografia, é um testemunho da experiência de vida íntima, que fui moldando depois das minhas grandes tempestades e minhas grandes epifanias”.
A obra associa a “verdade, a paixão e a persistência, que só é possível porque existe um sentimento interior que corresponde ao correto. Ou seja, a sensação de estarmos a dar o litro naquilo que é o nosso propósito naquele momento”, tornando-se assim um “bom meio ou instrumento intrapessoal” para poder inspirar as pessoas a serem elas próprias e a criar uma vida mais feliz.
Para Isabel Medina, o “Fortuna” transporta-nos para uma viagem poética e espiritual, um testemunho vivo e uma reflexão intimista sobre a vida e o muito que somos”. Além disso, inspira em cada um de nós “uma nova arte de viver, uma consciência do que nos limita ou expande e uma outra atitude que se pretende mais sábia e fluída, no encontro do ser humano com o melhor de si mesmo”, explicou a atriz.
“Anamar dá-nos um livro fruto de vivências reais mas sobretudo da sua paixão, sabedoria particular e experiência profunda do desenvolvimento integral do ser humano”, sublinhou Isabel Medina.
Sara Rodi sublinhou que “o livro é fantástico e uma coisa muito especial, pois temos de ler devagar e ir saboreando”. Também explicou que à medida que ia lendo a obra, ia pensando em quem escreveu o livro, na história e todo o processo que a pessoa passou até chegar ali.
Apesar de não conhecer a autora, Sara Rodi admitiu que sentiu no livro “uma busca pela liberdade, acima de qualquer coisa, ao mesmo tempo uma busca de verdades, de algo que todos andamos aqui à procura”. Essa sensação, segundo a autora, leva-nos a “outra coisa muito bonita que se chama responsabilidade e tudo isso está interligado no livro”.
”A autora sentiu essa responsabilidade de nos passar todas essas sensações, que sentiu ao longo da vida”, frisou a escritora, acrescentando que “é muito interessante perceber quem foi Anamar que escreveu este excerto e o que a levou até aqui”. Outro tema que Sara Rodi falou foi sobre o livre arbítrio e o destino.
Após a apresentação da obra, seguiu-se um momento de leitura de alguns excertos por Isabel Medina e Virgílio Castelo.
No final, antes da sessão de autógrafos a autora propôs ao presentes que escolhessem um número, que correspondesse a um excerto do livro para que fosse lido e refletido.




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