As pessoas dependem efetivamente umas das outras. É uma característica da vida nesta sociedade em que vivemos.
Dependemos daqueles que amamos e que nos permitem manter o equilíbrio emocional e mental. Dependemos também, pela mesma razão, dos amigos. Dependemos até dos inimigos, que muitas vezes, involuntariamente, claro, nos fazem ganhar forças e convicções cada vez mais fortes. Não porque queremos vence-los, mas sobretudo, porque não queremos ser iguais a eles.
Politicamente, ao falarmos de Independentes, falamos de pessoas que querem agir, de forma livre. Livre das teias de um sistema que se auto sustenta e que num movimento cada dia mais entrópico, se vai envolvendo mais e mais, no seu próprio emaranhado.
As candidaturas independentes, quando verdadeiras, constituem efetivamente rutura com o status quo e são fatores de renovação da gestão autárquica.
Claro que também há atualmente muitos “independentes” que aparecem nas listas dos partidos e depois há os “independentes”, que foram dissidentes deste ou daquele partido e que por se terem zangado, ou por não terem sido a opção do partido, resolvem concorrer como independentes.
Para mim ser independente é efetivamente dar a cara por um projeto em que se acredita. É ter a coragem de assumir com coerência as nossas ideias e os nossos ideais, livre de amarras ideológicas, partidárias ou de favores na nossa vida pessoal e profissional.
O conceito de independência não será para todos a mesma coisa, poderá variar de pessoa para pessoa, e depende com certeza da forma como cada um vê a vida.
Tenho bem a noção de que as pessoas independentes ou não, são todas diferentes e há com certeza, também nos independentes, como em todos os setores da sociedade gente ambiciosa, que se esquece rapidamente de que as funções de governança, local ou não, são uma forma de servir a sociedade e não uma forma de se servir dela.
Para mim o mais importante são as pessoas e os seus direitos têm que se sobrepor a qualquer ideologia, quer se considere de esquerda ou de direita.
Como as pessoas vivem nas suas terras, a qualidade da sua vida depende do governo local e dessa organização depende a qualidade do ambiente, a existência e conservação dos equipamentos e em última análise a sua felicidade e bem-estar, daí a importância a organização Autárquica.
Aproximam-se eleições autárquicas, a democracia não pode viver sem partidos, mas também não se deve limitar aos seus condicionalismos, daí a importância das candidaturas dos Grupos de Cidadãos.
Fica, pois, um desafio, deixemos a crítica de café, deixemos de dizer: eles fizeram, eles têm a culpa, eles, eles. E nós? O que é que cada um fez? Quantos tiveram a coragem de se dispor livremente a servir a sua terra? Quantos se sentem verdadeiramente livres para o poderem fazer? Quantos conseguem vencer os medos?
Eu fiz! Eu atrevi-me a propor um outro olhar para a minha terra e outros se juntaram e outros enfrentaram entraves, rasteiras, burocracias e vinganças.
Mas fizemos a nossa parte! Com altruísmo, independência, sonho, liberdade, entusiasmo e com a certeza de que queríamos e queremos o melhor para a nossa terra!



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