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Barco foi ao fundo e dois pescadores foram salvos

Francisco Gomes

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Jorge Sousa, mestre da embarcação “Ribela”, não hesitou em ir salvar dois homens que no passado dia 20 caíram ao mar, quando pescavam robalo, a uma milha da ilha do Baleal, em Peniche. “Eu ia a entrar no portinho que existe na ilha e as pessoas em terra deram-me o alerta que havia um acidente no lado oposto onde me encontrava e fui logo lá. Em cinco minutos estava ao pé deles a socorrê-los”, contou.
O mestre da embarcação que prestou socorro mostra ao comandante da capitania o local do naufrágio

“Estavam agarrados à proa da lancha, que estava com um metro fora de água. Tinham frio mas estavam calmos”, adiantou Jorge Sousa, que estava acompanhado de outros três pescadores nesta operação de salvamento, cerca das oito e meia da manhã. “Foi um susto que teve um final feliz”, apontou.

Os dois náufragos, Joel Quitério e Romeu Morais, de 35 e 44 anos, respetivamente, são irmãos e quando chegaram a terra foram assistidos por uma equipa do INEM e pelos bombeiros de Peniche. Apresentavam sinais de hipotermia e foram transportados ao hospital para observação, tendo recebido alta a meio da manhã.

“Estão bem de saúde”, revelou o comandante da capitania de Peniche, Serrano Augusto, que destacou “o espírito de entreajuda de quem anda no mar e que neste caso foi muito eficaz, com uma embarcação que estava nas proximidades a prestar auxílio, não tendo havido intervenção da estação salva-vidas de Peniche, que chegou a ser acionada”.

Os dois irmãos terão estado meia hora dentro de água até serem resgatados, valendo-lhes o fato de terem os coletes salva-vidas vestidos e em terra ter havido quem avistou o naufrágio, já que não puderam dar o alerta porque foram surpreendidos por uma onda que os atirou para fora do barco.

Após terem alta do hospital de Peniche, os náufragos, residentes em Atouguia da Baleia e Casais Mestre Mendo, naquele concelho piscatório, estavam ainda muito abalados com o sucedido e não quiseram prestar declarações.

A embarcação “Tânia Isabel”, de fibra de vidro, com 5,25 metros de comprimento, acabou por afundar-se a sul do Baleal. Pode constituir perigo para a navegação, pelo que a capitania difundiu um aviso a comunicar a posição onde o barco desapareceu. Aguardava-se que desse à costa ou iam ser estudadas outras soluções.

Francisco Gomes

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