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Abertura solene do ano letivo na Escola de Sargentos do Exército

Francisco Gomes

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No ano letivo anterior frequentaram cursos da Escola de Sargentos do Exército (ESE), nas Caldas da Rainha, 713 formandos, repartidos pelos cursos de formação de sargentos (CFS), de promoção a sargento-chefe e sargento-ajudante, para além de cursos ministrados a civis.
Entrega de diplomas aos militares que terminaram o curso

A revelação foi feita pelo comandante da ESE, coronel Lino Gonçalves, no passado dia 17, na cerimónia de abertura solene do ano letivo 2016/2017 e de encerramento do 43º CFS, que teve lugar no Centro Cultural e Congressos de Caldas da Rainha.

O responsável da escola descreveu que foi desenvolvida a primeira parte do 44º Curso de Formação de Sargentos do quadro permanente, um curso de promoção a sargento-chefe, a primeira parte de três cursos de promoção a sargento-ajudante e a instrução básica e a instrução complementar de dois CFS para militares em regime de voluntariado ou de contrato. Merecem destaque, ainda no domínio da formação, três cursos de liderança que foram ministrados a quadros do Centro Hospitalar do Oeste, do Hospital de Cascais e do Tribunal da Comarca Judicial de Santarém.

No último ano letivo, a ESE participou na revisão dos planos de estudos relativos ao CFS para o Nível 5 do Quadro Nacional de Qualificações, atividade que se mantém como prioritária para a escola. O Curso Técnico Superior Profissional de nível 5 tem implementação prevista para o ano letivo de 2017/2018.

Foi também iniciado o desenvolvimento de um novo conceito para o processo formativo do Curso de Promoção a Sargento-Chefe, mais centrado no aluno e promotor de uma autoaprendizagem assente em alicerces pedagógicos modernos e com relevância científica. Está a ser ultimada uma proposta de perfis profissionais dos dos cursos de promoção a Sargento-Ajudante e de promoção a Sargento-Chefe.

No que respeita ao Centro de Línguas do Exército, colocado organicamente na dependência da ESE, “tem vindo a consolidar a sua missão de proporcionar a preparação linguística indispensável ao bom rendimento dos nossos militares no seio das organizações internacionais onde prestam serviço”, referiu o comandante.

“Ainda que, naturalmente, todos tenhamos o maior orgulho na nossa língua materna, uma das mais faladas no mundo, a competência nestas línguas é, de facto, absolutamente indispensável aos militares do Exército, sobretudo aos seus quadros mais jovens, atendendo à elevada probabilidade de virem a tomar parte em diversas e sucessivas operações multinacionais ao longo da carreira”, acrescentou.

Os docentes do Centro de Línguas do Exército efetuaram a aferição linguística a 567 militares, aplicaram os testes de admissão aos candidatos ao 45º CFS e ministraram mais de três mil horas de ensino de inglês e de francês. Esta atividade letiva foi repartida não só pelos vários cursos conduzidos pela ESE, mas, maioritariamente, pelos cursos intensivos frequentados por militares indigitados para participar em missões ou cargos no estrangeiro e que se desenrolaram ao longo de 47 semanas.

A ESE conclui este ano a sua participação no projeto de investigação com vista à definição de critérios para a determinação da fadiga de um militar em contextos de emprego climáticos diversificados. O projeto foi conduzido em parceria com diversas entidades, o que tem vindo a permitir a publicação de artigos de investigação em revistas científicas e a realização de conferências em fóruns universitários.

Na cerimónia, presidida pelo ajudante-general do Exército, os militares do 43º CFS do quadro permanente receberam o seu diploma de fim de curso, concluindo, com sucesso, um percurso formativo de dois anos, o primeiro dos quais na ESE e o segundo na Escola das Armas, Escola dos Serviços, no Instituto Militar dos Pupilos do Exército e na Chefia de Bandas e Fanfarras, consoante o respetivo quadro especial a que pertencem. Foram também entregues prémios aos sargentos melhor classificados. Recebeu ainda o seu diploma um sargento do 41º CFS da especialidade de farmácia.

A lição inaugural foi sobre o papel do ensino do inglês num mundo de conflitos globais, pela professora Noémia Rodrigues, do Centro de Línguas do Exército. Seguiu-se um almoço convívio no quartel.

Francisco Gomes

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