As complicações mais frequentes da doença são conhecidas de muitos: os problemas renais, com necessidade de hemodiálise, os problemas oculares que são causa frequente de cegueira, o Enfarte Agudo do Miocárdio, o Acidente Vascular Cerebral, as Amputações dos Membros Inferiores, com necessidade de internamento hospitalar, dias de baixa por incapacidade temporária ou permanente. Representam elevados custos para a pessoa que sofre da doença, para os seus familiares, para a Sociedade, para todos nós.
Em Portugal, os custos do tratamento da doença e das suas complicações são elevados, perfazendo 0,9% do PIB português em 2014 e 10% do total de despesas em saúde. Estes são apenas os custos “monetários” pois os custos para o doente com diabetes e seus familiares não são contabilizáveis.
Sabe-se que, para além da toma correcta da medicação, uma alimentação saudável e a prática de exercício físico diário e adequado a cada pessoa são fundamentais para a melhoria do controlo da doença, com consequente redução do aparecimento das suas complicações e dos custos associados. A adoção de um estilo de vida adequado melhora, também, o bem-estar e a qualidade de vida destas pessoas.
Sabemos, ainda, que a Diabetes tipo 2 pode ser prevenida se se tiver um “Estilo de Vida Saudável”, mais uma vez, através da alimentação saudável e do exercício físico.
Urge, por isso, a necessidade de prevenir, prevenir, prevenir, quer o aparecimento da doença, quer das suas complicações. É fundamental investir seriamente na Educação para a Saúde, alertar os nossos governantes, alertar as populações, alertar as escolas, os professores e educadores para este facto. Fomentar a prática de exercício físico, a alimentação saudável, explicar que “Estilo de Vida Saudável” não é só para quem é Diabético, mas para todos nós, se quisermos continuar a ser saudáveis. Temos que o saber transmitir às nossas crianças, porque um dia serão adolescentes e adultos, não estando livres de contrair diabetes.
Ser Diabético não é uma escolha mas o que escolhemos fazer ou não fazer pode condicionar o aparecimento, ou não, da doença e o seu controlo quando ela já existe.
Manuela Ricciulli, Coordenadora da Unidade Integrada de Diabetes do Centro Hospitalar do Oeste



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