A competição arrancava com duas surpresas: Os dois favoritos tinham de lutar na repescagem para seguir em frente, o que acabaram por conseguir.
A organização interrompeu o campeonato na quinta-feira, após cinco baterias da segunda eliminatória, com a repescagem para a terceira eliminatória dos dois primeiros do ranking. Já o australiano Matt Wilkinson, vencedor das duas primeiras provas de 2016 e terceiro da hierarquia, foi derrotado pelo francês Jeremy Flores e disse adeus ao título mundial.
Quem aproveitou a paragem da prova foi o movimento ‘ Peniche livre de petróleo’. O grupo utilizou o mediatismo da prova mundial de surf para revelar as preocupações com o mar e meio ambiente e pedir ao Governo que trave a concessão na zona da Bacia de Peniche.
A terceira eliminatória foi realizada na sexta-feira fora de Supertubos, por falta de ondas, tendo sido escolhida a praia da Azenha, junto ao Pico da Mota, na freguesia de Ferrel.
O norte-americano Kelly Slater, onze vezes campeão do mundo, foi eliminado pelo brasileiro Miguel Pupo, que somou um total de 15.43, contra os 14.26 de Kelly Slater.
Frederico Morais foi eliminado por John John Florence. ‘Kikas’ conquistou 13,30 pontos (6,37 e 6,93), insuficientes para os 16,27 (8,50 e 7,77) do líder do ‘ranking’ mundial.
Medina, campeão do mundo em 2014, também foi derrubado por Jeremy Flores no Meo Rip Curl Pro Portugal, deixando caminho aberto ao primeiro título de John John Florence, que podia conquistar o seu primeiro título mundial se chegasse à final em Peniche, desde que o seu opositor nesse ‘heat’ não fosse Jordy Smith. O havaiano tinha atingido as meias-finais, ao eliminar o australiano Julian Wilson, com 16,90 pontos (9,30 e 7,60), contra os 13,57 (6,67 e 6,90) do adversário.
Os restantes semifinalistas eram o sul-africano Jordy Smith (que fez uma onda perfeita – 10,00) e os norte-americanos Conner Coffin e Kolohe Andino (que eliminou o atual campeão do mundo, o brasileiro Adriano de Souza, que apenas fez 8,10 (5 e 3,10) contra 17,34 (7,67 e 9,67).
Nas meias-finais, John John Florence defrontou Andino, atual quinto da hierarquia, enquanto que Jordy Smith mediu forças com Conner Coffin.
Atual número 4 do ranking, Jordy Smith ainda tinha esperanças de arrecadar o título mundial mas, para isso, precisava de ganhar a etapa portuguesa. Só que enquanto John John Florence passava à final com 13,84 (6,17 e 7,67) contra 8,47 (4,0 e 4,47) de Andino, Conner fazia 15 (6,0 e 9,0) e batia Jordy Smith, que totalizou apenas 14,37 (7,20 e 7,17).
Na final, o novo campeão, que agora já nem precisava de vencer a prova de Peniche, não deu na mesma hipóteses ao seu opositor.
Inaugurada loja da Rip Curl
Durante o campeonato do mundo foi inaugurada a loja da Rip Curl em Peniche, junto à entrada da cidade. Trata-se de uma estrutura com 350 m2, com uma torre que dá nas vistas.
Ali estão à venda produtos do mundo Rip Curl, com surfwear masculino e feminino, além de uma secção especializada com pranchas, fatos e todo o tipo de acessórios para surf
Exposição de fotografia “Riding the Wave”
Os ministros da Economia e do Mar, Manuel Caldeira Cabral e Ana Paula Vitorino, e o presidente da Câmara de Peniche, António José Correia, marcaram presença, no passado dia 17, no hotel Soleil Peniche, para a apresentação do projeto de requalificação da unidade hoteleira, a decorrer simultaneamente com a inauguração da exposição de fotografia “Riding the Wave”, duas iniciativas enquadradas no âmbito da estratégia de promoção da zona de Peniche como principal destino de surf da Europa e um dos melhores do mundo.
“O Hotel Soleil Peniche, pela sua localização geográfica e condições hoteleiras, pretende posicionar-se como hotel de excelência na rota do surf mundial. Por essa razão, manifestámos o nosso interesse imediato em marcar presença no conjunto de iniciativas previstas pela Câmara Municipal, a propósito do MEO Rip Curl Pro Portugal”, justificou Miguel Proença, administrador do Grupo Hoti Hoteis, entidade gestora do hotel Soleil Peniche.
“Riding the Wave” foi o projeto inaugurado pelos fotógrafos Fernando Ricardo e André Ricardo, que estará em exibição até 6 de novembro. Num registo fotográfico a preto e branco, os artistas mostram uma seleção de fotografias das diversas provas do Circuito Mundial de Surf decorridas em Peniche desde 2009, retratando a beleza das ondas e das manobras espetaculares dos atletas.
“Big Monday” na Nazaré
Garrett McNamara tinha anunciado que na passada segunda-feira a Praia do Norte, na Nazaré, ia ser palco de uma onda de grandes dimensões, o âmbito do “Nazaré Challenge 2016”, que decorre até 28 de fevereiro. Seria um “Big Monday” e a ondulação gigante deve ter rondado entre os 15 e 18 metros. Houve momentos de pura adrelina com os surfistas que enfrentaram as ondas.
Francisco Gomes





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