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Câmara realiza visita ao Parque D.Carlos I para verificar os trabalhos de manutenção

Mariana Martinho

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Após a realização da 28ª edição da Feira Nacional de Hortofruticultura, no Parque D. Carlos I, a Câmara Municipal das Caldas da Rainha promoveu na passada segunda-feira uma visita ao espaço para verificar os trabalhos de manutenção e reposição da normalidade. Na visita, que contou com a presença de membros do executivo camarário, deputados municipais e presidentes de junta de freguesia, foi anunciado que “doze plátanos vão ser abatidos, devido ao risco de queda em situações de mau tempo”.
Entidades visitam o Parque D.Carlos I

De acordo com Paula Almeida, responsável do Gabinete Florestal da Câmara, um relatório de uma empresa especializada em análise e avaliação de risco de árvores de parques e jardins públicos concluiu que por “questões de risco devemos abater doze plátanos, pois são arvores muito debilitadas e ocas, com fungos característicos que já provocaram cavidades de grandes dimensões e em situações de tempestades poderão cair”. Ainda explicou que o gabinete, juntamente com o Instituto Superior de Agronomia e o Laboratório de Patologia, vão realizar uma avaliação fitossanitária nas restantes árvores existentes no parque, para mais tarde elaborar um estudo de replantação nos sítios das espécies abatidas.

Segundo o presidente da Câmara, Tinta Ferreira, “verificamos que o parque já está quase como estava antes da realização da Frutos”. Assim é possível mostrar que “podemos usufruir do espaço para a realização de grandes eventos, desde que a seguir tenhamos capacidade de intervenção rápida de recuperação”.

O autarca também destacou que o Plano de Gestão do Parque D.Carlos I e da Mata Rainha Dona Leonor está previsto ser apresentado em dezembro deste ano, onde engloba a realização de grandes eventos como a Feira Nacional da Hortofruticultura e a Feira do Cavalo Lusitano. Esclareceu que “é importante que se perceba que não podemos fazer aquilo que queremos no parque, pois continuamos a estar dependentes dos pareceres da Direção Geral do Património Cultural”, dando como exemplo o caso da intervenção elétrica nos candeeiros do parque.

No âmbito do plano também está previsto um parque de esculturas, um portão de ligação entre o parque e o Centro de Artes, um quiosque de material turístico e um portão com acesso direto à rua, para que caso “haja alguma avaria elétrica, a PT (Portugal Telecom) possa ter acesso direto ao posto”. Referiu que o plano visa uma intervenção ao nível das ligações elétricas, com a implantação ao longo do espaço de estruturas elétricas, de forma “a fazer desaparecer os cabos elétricos que passam pelas árvores”, bem como, a colocação de uma estrutura de suporte, criada pelo Centro de Educação Especial Rainha Dona Leonor para segurar uma espécie designada Acer Negundo, “que corria o risco de cair”.

Em relação aos Pavilhões do Parque, o autarca informou que “foi adjudicado há dias o projeto que visa um conjunto de intervenções a curto prazo para os pavilhões, tendo agora a empresa especialista em requalificações seis meses para o elaborar o projeto, que custará 30 mil euros”.

Mariana Martinho

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