Este certificado faz parte de uma proposta apresentada pelo munícipe Bruno Bernardo Santos ao Orçamento Participativo 2015. Presente na cerimónia, sublinhou que “o objetivo principal desta classificação era certificar os lugares, de forma a criar um percurso turístico acessível”. Assim “quem quiser visitar no âmbito do turismo a cidade, agora já o pode fazer de forma mais segura e apelativa”.
O munícipe também frisou que os “caldenses estão muito sensibilizados para estas matérias, que são da maior importância para o ordenamento do território”.
Jorge Gorito, representante do ICVM, destacou que o instituto “luta pelas necessidades básicas de qualquer cidadão com mobilidade reduzida”, promovendo os territórios acessíveis e a mobilidade a todos. Além disso, permite abranger um leque mais alargado da população, não se cingindo às pessoas com incapacidades ou a idosos, mas também a crianças, grávidas, famílias com carrinhos de bebé, acidentados temporários ou pessoas que transportam grandes volumes.
“Caldas tem uma rota turística acessível, com plena capacidade de uma pessoa circular de forma independente e autónoma”, explicou, adiantando que a área certificada “extravasa os mínimos exigidos pela legislação”. Assim, essa área é limitada a norte pela Praça 25 abril e a sul pela rua de Camões e o Largo da Misericórdia, e a oeste pela Avenida 1º de maio e a este pela rua Doutor Sotto Mayor.
A área que abrange a “Rota Turística Acessível” foi considerada pelo instituto como um percurso onde o cidadão pode circular sem encontrar barreiras significativas, “apesar de existirem algumas questões para corrigir, como sensibilizar as pessoas para estas questões”. Ainda sublinhou que “rebaixamentos de acesso às passadeiras estão feitos, não existe o lancil desnivelado em relação a via automóvel, canais amplos em barreiras urbanísticas, ruas pedonais desimpedidas, canais dos peões definidos e pavimentos em bom estado de conservação”.
“Existem outros municípios que têm certificado de espaço público, mas nenhum com percurso turístico”, frisou.
Para o vice-presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, Hugo Oliveira, este certificado de dois anos “vai permitir que alguém com mobilidade condicionada de forma autónoma possa percorrer a cidade” e ainda que “essas pessoas tanto a nível nacional como local possam vir visitar as Caldas”. Referiu que na divulgação conta com o apoio do Turismo do Centro e de Portugal.
Já o presidente da autarquia, Tinta Ferreira, sublinhou que “este reconhecimento da acessibilidade oferecida pela cidade tem contribuído para um considerável aumento da procura turística, com taxas de ocupação hoteleira acima dos 90%”. No entanto, alertou para o comportamento das pessoas, em que “pouco serve rebaixar passeios se depois temos lá carros estacionados”.
O autarca também disse que no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), as intervenções de reabilitação do espaço público da cidade vão continuar, e ainda estão previstas outras obras, como uma nova ponte sobre a linha de caminho-de-ferro, ligando as freguesias de Nossa Senhora do Pópulo e Santo Onofre, “estrutura que terá elevadores para facilitar a mobilidade de todos”.
Mariana Martinho





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