Recordando que em 2014 a autarquia aprovou outro empréstimo de 2.4 milhões de euros, sublinhou que “quem não conhecer a situação real financeira do Município, poderá pensar que estes empréstimos poderão resultar da situação financeira do anterior mandato. Nada de mais errado”.
Apontou que a 1 de junho de 2013, dia em que deixou a presidência da Câmara das Caldas, “o Município contava com cinco milhões de euros em depósitos a prazo e 2.2 milhões de euros à ordem, dos quais ainda se conservam três milhões, em depósito a prazo”, pelo que “parece-nos errada a contratação deste empréstimo, nos seus diversos fundamentos, tanto mais que a taxa de juro que vai ser paga é três vezes mais alta do que a taxa de juro que a taxa de juro que o Município está a receber daquele depósito a prazo”.
O seu “esclarecimento” visa, justificou, “defender os interesses dos caldenses e ajudar a Câmara a fazer uma melhor gestão financeira”.
“A Câmara tem estado a aumentar a despesa corrente de forma preocupante, o que está obrigar ao recurso a empréstimos: é preciso muita atenção, pois os tempos são difíceis para os munícipes, que acabam por ter que pagar a fatura”, alertou.
No seu entender, em relação ao empréstimo de dois milhões de euros (1.5 milhões para reparação de estradas e 500 mil para a sede e novo edifício para escola e sala de espetáculos do Teatro da Rainha, edifício avaliado no custo de um milhão e quinhentos mil, mas construído e custeado com dinheiros exclusivamente municipais), “sem financiamento comunitário e do Estado, seria de ponderar, face a um custo que poderá chegar aos dois milhões de euros, instalar o Teatro da Rainha no CCC”.




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