Do programa da Orquestra, que é dirigida pelos maestros Pedro Santos e Tiago Alves, fizeram parte as peças Fanfare for the Common Man, de Aaron Copland, em estreia nacional, Reticência, de Nelson Jesu, e Concerto para Clarinete, Euphonium e Orquestra de Sopros, do próprio Maestro Pedro Santos, D-Day, de Alex Poelman, 5ª Sinfonia “Sakura”, de Alfred Reed, com 3 andamentos, que, segundo o maestro Tiago Alves, até agora, é a melhor obra composta para a Orquestra de Sopros e, a terminar, Sang Sang, de Dana Wilson.
A assistência ficou rendida e não regateou aplausos, registando-se, em quase todos os temas tocados, muitos aplausos de pé, devido à grande qualidade dos arranjos e da execução dos 108 músicos da Orquestra e, também, à excelência dos muitos solistas, de todos as secções musicais, que intervieram nas diversas peças do programa.
De ano para ano, nota-se que são apresentadas músicas de dificuldade de execução acrescida, o que surpreendeu a assistência, até porque só músicos com grande talento e saber conseguiriam preparar este concerto em dois dias e meio, conforme foi revelado no final pelo maestro Pedro Santos. Regista-se ainda o fato dos músicos serem muito jovens, com idades compreendidas entre os 12 a os 30 anos, terem uma excelente preparação musical, frequentarem escolas e conservatórios de música prestigiados, em Portugal e outros países, sendo alguns licenciados, mestres e diretores de orquestra, tendo mesmo já recebido prémios no país e no estrangeiro.
Segundo a organização, no primeiro concerto no CCC, há três anos, estiveram presentes cerca de 150 pessoas e, este ano, mais cerca de 50%, relativamente a 2013, dos quais, cerca de metade deste acréscimo vieram do estrangeiro ou percorreram longas distâncias, no país, propositadamente para assistirem a este concerto. Com maior divulgação, a breve prazo a Orquestra de Sopros de A-dos-Francos esgotará o CCC.
No meio musical, o prestígio desta Orquestra de Sopros vai crescendo. No primeiro ano de existência vieram 30 músicos; em 2015 eram já cerca de 80 e este ano verificou-se um salto para 108 músicos, que se deslocaram, graciosamente, para participar neste grande evento cultural, com caraterísticas únicas em Portugal. Claro que este acréscimo levantou alguns problemas logísticos, principalmente nas dormidas, que foram solucionados com a solidariedade habitual das entidades e dos particulares de A-dos-Francos. A população da vila ofereceu géneros alimentícios, bebidas e dinheiro para garantir a estadia, durante mais de uma semana, dos jovens músicos. Só em refeições, foram confecionadas e fornecidas cerca de 1700 refeições.
O maestro Pedro Santos fez um balanço final: “Foi, de fato, uma semana extraordinária. Além de agradecer à direção do CCC a possibilidade da gravação de um CD, o que não estávamos a prever para já, tivemos um número nunca antes conseguido de músicos e de espetadores no CCC, uma ajuda fabulosa da população de A-dos-Francos e de muitos amigos que, dum modo desinteressado, muito têm contribuído, ao longo dos anos, para a divulgação e realização do concerto no CCC, deixando-nos, a mim, ao maestro Tiago Alves e aos 108 músicos, libertos para nos concentrarmos, apenas, no estágio e na preparação dos concertos. Também ficámos, todos, especialmente, satisfeitos com o apoio caloroso do público das Caldas, o que nos motiva muito a continuar o nosso trabalho, para melhorar cada vez mais a qualidade da execução musical da Orquestra de Sopros de A-dos-Francos.
No dia 5 de agosto, como é habitual, realizou-se o concerto no auditório da Sociedade de Instrução Musical, Cultura e Recreio de A-dos-Francos, especialmente dedicado à população da vila, onde estavam presentes, também, várias pessoas das Caldas, que não puderam assistir ao concerto no CCC, e outros que quiseram ter a oportunidade de assistir, de ouvir de novo, o concerto anual da Orquestra de Sopros de A-dos-Francos. O programa do concerto foi o mesmo do executado no CCC.




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