Na praia do Porto da Areia Norte, na marginal a caminho do Cabo Carvoeiro, com cerca de 80 metros de extensão, a câmara de Peniche investiu cerca de 2.500 euros em dispensadores de sacos para recolha de dejetos dos animais e recipientes para os mesmos, na colocação de sinalética e afixação de editais com as regras de funcionamento para permanência e circulação de cães no areal.
Os donos dos animais gostaram do primeiro dia de experiência e querem agora que a medida se estenda a mais praias. Sentiram igualmente que os animais também ficaram agradados com esta praia.
A Câmara de Peniche tornou-se pioneira na criação das praias para cães e entende a medida como normal, chamando ainda a atenção para as regras a cumprir, nomeadamente uso de coleira e trela. Os cães da raça perigosa e potencialmente perigosa devem ser conduzidos por maiores de 16 anos, usarem açaime e circularem com trela curta (até um metro) fixa à coleira ou peitoral.
Há ainda a obrigatoriedade dos cães estarem registados e legalizados, implicando a existência de boletim sanitário e prova de identificação eletrónica. A Autoridade Marítima fará a fiscalização e haverá coimas.
As praias não concessionadas (como é este o caso) podem, em princípio ser frequentadas por cães, desde que não haja sinalização em contrário. O que a autarquia fez em Peniche foi regulamentar, criar algumas condições e publicitar a praia.
Os cães de assistência estão autorizados a estar em qualquer praia.
Localização contestada
A localização da praia foi contestada pela Arméria – Movimento Ambientalista de Peniche, que entende que “encontra-se numa área que não apresenta condições de segurança nem estacionamento ajustados a uma utilização mais ou menos intensiva”. Aponta ainda que “nas proximidades existem ainda vários e relevantes vestígios históricos/arqueológicos” e que o local “reúne condições excepcionais no âmbito do ensino das ciências da terra e da vida que de alguma forma poderão ficar comprometidas”.
Receia ainda que a atividade dos mariscadores poderá também ficar em risco.
O presidente da Câmara, António José Correia, disse que “foi uma opção tomada por unanimidade pela autarquia e como qualquer medida pode agradar ou não a todos, mas quem tem cães está satisfeito”. Rejeitou também os riscos apontados pela associação ambientalista.
Francisco Gomes




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