Conselho de Administração do Montepio Rainha D. Leonor: O balanço da atividade desenvolvida no universo do Montepio Rainha D. Leonor em 2015 foi, genericamente positivo como, aliás, está bem refletido nas contas oportunamente apresentadas e aprovadas em Assembleia Geral.
Isto não quer dizer, antes pelo contrário, que não existiram dificuldades e obstáculos que, a um ritmo diário, foi necessário ultrapassar, com muito esforço e dedicação de todos, a começar pelos nossos colaboradores.
Em todos os setores de atividade do Montepio existiram, e existem, dificuldades que reclamam uma constante atenção e para as quais, quase sempre, as soluções são difíceis de encontrar e, especialmente, de concretizar com os resultados desejáveis.
E podemos mesmo eleger duas vertentes essenciais onde esta dinâmica está claramente patente: no relacionamento com os nossos utentes e na articulação com as entidades oficiais a que estamos tutelarmente subordinados.
Com os nossos utentes (associados e não associados, particulares ou empresas) estamos fortemente empenhados em manter uma relação de grande proximidade, de modo a podermos mais facilmente detetar eventuais constrangimentos nos serviços prestados, com especial relevo para o atendimento e para o que consideramos o objetivo que mais nos preocupa: a manutenção dos mais elevados níveis de qualidade possíveis, a todos os níveis.
Com as entidades oficiais, dada a complexidade, o rigor e o nível das exigências com que somos confrontados, a nossa preocupação constante é a de cumprir atempada e adequadamente com tudo, não obstante subsistirem, aqui e ali, algumas insuficiências que tornam este trabalho quotidiano muito mais difícil e verdadeiramente desgastante.
Mas temos consciência de que, na medida do que é possível e, por vezes, muito para além do que as circunstâncias indicariam como exigível, o Montepio Rainha D. Leonor tem cumprido com as suas obrigações e tem conseguido manter a sua atividade nos níveis de qualidade média compatíveis com a sua imagem de instituição de referência, tanto nos cuidados de saúde, como no lar de idosos e residências assistidas.
Jornal das Caldas – Dada a conjuntura económica que continuamos a viver, quais são os projetos para o futuro do Montepio que há muito anseia por uma clinica nova e mais moderna?
C.A.: Com efeito, uma das maiores dificuldades com que o Montepio Rainha D. Leonor se vê confrontado é com insuficiência e, mesmos nalguns casos, a obsolescência das instalação da Casa de Saúde, parcialmente inaugurada em 1960 (a parte mais recente do edifício) numa lógica de arquitetura e de dinâmica de prestação de serviços de saúde, que não tem nada a ver com o que se passa na atualidade e com as legítimas exigências dos nossos utentes e colaboradores.
É certo que, ao longo dos últimos anos foram sendo feitas sucessivas obras de adaptação, motivadas por exigências legais ou por necessidade de responder mais adequadamente a algumas melhorias nas condições de prestação dos serviços (são disso exemplos mais evidentes o serviço de RX, de otorrino, da clínica dentária, de imagiologia e mais recentemente, o da Unidade de Técnicas Endoscópicas) mas temos consciência de que as questões de fundo não ficaram resolvidas, e mais grave do que isso, as constantes reflexões sobre a matéria permitiram-nos perceber com muita clareza que, mesmo em termos de “adaptações”, já tínhamos atingido o limite.
Por isso, já há alguns anos (seguramente, mais de 10) que a construção de uma nova Casa de Saúde, mais moderna e mais funcional, tem sido a mais constante preocupação de quem tem tido a honra de gerir os destinos esta centenária instituição.
Mas não tem sido fácil, por diversas razões: trata-se de um equipamento muito complexo e de um brutal investimento, onde não há margem para erros ou precipitações. Não se pode errar na oportunidade, não pode haver erros na localização, não se pode errar no modelo arquitetónico e no correspondente lay out, as opções de estratégia (e são muitas e diversas) têm que ser coerentes e consistentes, etc., etc..
E não se pode errar em nada disto, porque qualquer erro pode ter gravíssimas consequências para o futuro do Montepio Rainha D. Leonor, já que estamos a falar de muitos milhões de euros onde esta instituição só pode contar consigo própria, com as suas possibilidades de gerar as indispensáveis receitas. As poucas ajudas com que pode contar, embora sempre importantes e bem-vindas, são perfeitamente marginais face à magnitude (à nossa escala, como é evidente) do investimento.
Por tudo isto é que, não obstante a “aflitiva” necessidade que o Montepio Rainha D. Leonor tem em poder contar com uma nova Casa de Saúde, este assunto tem sido objeto de profunda análise, onde foram exaustivamente ponderadas diversas hipóteses, aventadas várias possibilidades, até chegarmos ao ponto em que estamos hoje, onde está bem definido aquilo que queremos, como queremos e até onde podemos ir.
Dito isto, continuando a trabalhar arduamente (todos os dias) neste assunto, a verdade é que ainda não estamos em condições de anunciar nada de concreto, mas podemos afiançar que esse dia estará já bastante próximo.
Jornal das Caldas – Quais os serviços que o Montepio tem atualmente? As atuais instalações são suficientes para os vossos serviços?
C.A..: Excluindo as atividades não ligadas à Casa de Saúde e pensando que o objetivo da questão se restringe à área clínica, o Montepio Rainha D. Leonor mantém um polo muito importante de serviços clínicos, com uma larga oferta de consultas de especialidade, incluindo exames especializados, um serviço de atendimento médico e de enfermagem a funcionar entre as 8h00 e as 22h00 horas diariamente e sem marcação prévia, um bloco operatório para pequena e média cirurgia, uma Unidade de Técnicas Endoscópicas, uma área de internamento com 35 camas, em que uma parte se destina a doentes do foro cirúrgico (6 camas) e as restantes a medicina, estando ainda 12 destas camas protocoladas com a ARSLVT, integrando a RNCCI na tipologia de unidade de convalescença (onde disponibilizamos fisioterapia, terapia da fala, terapia ocupacional) e ainda um serviço de RX, com duas salas operacionais.
Ainda na Casa de Saúde e fruto de parcerias com outras entidades, tem sido possível oferecer aos associados e à população em geral, serviços altamente diferenciados quer em medicina dentária (Clínica Dentária do Montepio) quer na área da Imagiologia (TAC e ecografias).
A Medicina Física e de Reabilitação (Fisioterapia), com capacidade para 125 utentes/dia, continua a ser outra área com muita procura, funcionando atualmente em instalações fora do espaço da Casa de Saúde.
Jornal das Caldas – O Montepio Rainha D. Leonor continua a ser uma clínica de prestígio a nível nacional, a nível de exames clínicos de especialidade?
C.A.: Sim, a qualidade dos exames feitos no Montepio, nomeadamente na área da gastrenterologia (EDA e Colonoscopias com anestesia geral) são reconhecidas como sendo de excelência, sendo seguramente um dos maiores prestadores do país em número de exames realizados e que, não havendo “bela sem senão”, traduz-se numa significativa lista de espera para realização dos mesmos.
Também na área da Imagiologia, a qualidade do corpo clínico diferencia-nos dos restantes prestadores locais ou regionais.
Jornal das Caldas – Quantos associados possui atualmente?
C.A.: No final de junho e depois de saneado o ficheiro de não pagadores, o número de associados rondava os 7.800, verificando-se ultimamente uma adesão muito significativa por parte de cidadãos estrangeiros que têm fixado residência na região.
Jornal das Caldas – Como está a correr a gestão do condomínio para seniores, um projeto muito acarinhado pelo Montepio Rainha D. Leonor?
C.A.: É verdade que o Condomínio Residencial do Montepio Rainha D. Leonor é um equipamento verdadeiramente modelar, que muito orgulha esta instituição, que já esta em pleno funcionamento, podendo mesmo adiantar-se que, de certo modo e em termos de gestão, já entrou na fase da “velocidade de cruzeiro”.
Em termos de ocupação, no que se refere à unidades suscetíveis de arrendamento estamos, praticamente em pleno e para vender restam apenas uns 7 ou 8 apartamentos da tipologia T1.
O Serviço de Apoio Domiciliário, a laborar em pleno, já conta com mais de 20 colaboradores, num universo de utentes permanentes que já ultrapassa os 50.
Trata-se, como se sabe, de um equipamento cujo conceito de funcionamento é único no país, tendo já sido atingido o ponto de equilíbrio ao nível da rentabilidade da respetiva gestão, a qual tem um foco e uma preocupação essenciais: a manutenção de um elevado nível de qualidade, tanto do equipamento, como dos serviços disponibilizados.
Tando da parte da generalidade dos nossos utentes/clientes, como de outros contributos insuspeitos, continuamos a receber constantes manifestações de agrado e admiração que, a par da crescente procura por estes serviços, nos convence que, de facto, se trata de um equipamento de referência que ultrapassa, e em muito, os limites geográficos do concelho das Caldas da Rainha.
E o Montepio Rainha D. Leonor tem muito orgulho nisso: por si, pelos seus associados, pelos seus colaboradores e pelas Caldas das Rainha.
Jornal das Caldas – O Lar de Idosos tem quantos utentes? É um serviço que pretendem expandir?
C.A.: Outro polo da atividade de enorme importância para o Montepio Rainha D. Leonor é, realmente, o Lar Dr. Ernesto Moreira que, embora já comece a registar os sinais de uma intensa utilização ao longo dos seus mais de 20 anos de existência, continua em plena atividade, completamente lotado, tanto na vertente de lar, com 60 utentes, como na de centro de dia, com 10 utentes.
E mais do que isso, é com imenso orgulho que registamos as frequentes manifestações de agrado pela qualidade dos serviços ali prestados, decorrendo daí a certeza de que o Lar Dr. Ernesto Moreira dá um decisivo contributo para o prestígio de que goza a imagem pública do Montepio Rainha D. Leonor em geral.
Por isso, outro dos objetivos de primeira linha do Montepio Rainha D. Leonor é o de, pouco a pouco, ir introduzindo sucessivas melhorias nas instalações e equipamentos disponíveis no Lar de Idosos, modernizando, tornando mais confortável e agradável o quotidiano dos utentes.
Temos projetadas um conjunto de obras mais profundas que, dado o seu custo total e a circunstância de terem que ser executadas com as limitações decorrentes do facto do lar se encontrar totalmente lotado, tem ser parceladas e a sua execução repartida por diversas fases, ao longo do tempo.
Quanto a projetos de expansão do Lar de Idosos, de momento, não existem, face a uma opção que se sustenta em duas razões essenciais: em primeiro lugar porque estamos convencidos de que o Lar Dr. Ernesto Moreira tem a dimensão máxima admissível para se poder garantir um serviço com o grau de qualidade e rigor que se exige, razão porque qualquer expansão desta unidade, designadamente em termos de lotação, está fora de questão. Em segundo lugar porque, passando uma eventual expansão da atividade pela construção de uma nova unidade, parece-nos que isso não seria adequado nem oportuno, dada a variedade e quantidade de outros equipamentos existentes na área do concelho das Caldas da Rainha e limítrofes que, a nosso ver, são suficientes para dar resposta à procura existente no setor.
Por isso e nesta matéria, a nossa preocupação está em melhorar, de forma constante e substancial o que temos, proporcionando cada vez melhores condições de alojamento e de tratamento aos utentes do Lar de Idosos Dr. Ernesto Moreira e, não menos importante, disponibilizando condições de trabalho adequadas aos nossos colaboradores.
É por aqui que pretendemos crescer, é nisto que estamos emprenhados em sustentar a nossa diferenciação no setor.
Jornal das Caldas – Quantas pessoas emprega no total, o Montepio Rainha D. Leonor? Pensa contratar mais colaboradores?
C.A: O Montepio Rainha D. Leonor é, nos dias de hoje, um dos maiores e mais consistentes empregadores do concelho das Caldas da Rainha, contando nos seus quadros com um total de trabalhadores contratados que tem rondado os 215, a que acrescem cerca de 100 colaboradores avençados, com especial incidência no setor médico e da enfermagem.
Com já se disse, o Montepio Rainha D. Leonor tem uma atividade algo diversificada, o que se reflete numa significativa mobilidade dos seus quadros de colaboradores, tanto ao nível dos contratados, como em termos de prestadores de serviços.
Por outro lado, tem que se assinalar e reconhecer que o Montepio Rainha D. Leonor tem crescido, no volume e qualidade dos serviços que presta nas diversas vertentes já referidas, de forma lenta, mas contínua e consistente.
Destas duas evidências resulta que o Montepio Rainha D. Leonor, por exemplo, este ano e até ao momento, já admitiu 24 novos trabalhadores contratados, ao passo que, por diversas razões e no mesmo período, saíram 14 (aposentação, por vontade própria, etc.).
Também por todas estas razões se pode afirmar que o Montepio Rainha D. Leonor é, permanentemente, um potencial empregador, sempre recetivo a receber as candidaturas que, não sendo, as mais das vezes, para admissão imediata, proporcionam, contudo, algumas significativas oportunidades de admissão, caso os candidatos revelem as aptidões e o perfil julgado adequado ao desempenho das funções que estejam em causa.
Neste ponto deve referir-se, porque importante, que o Montepio Rainha D. Leonor nunca dispensa uma avaliação prévia e personalizada das aptidões e características pessoais dos candidatos, na medida em que os seus dirigentes têm a plena consciência de que as preocupações de rigor e de qualidade que perseguem, em relação aos serviços que são prestados aos utentes, só serão adequadamente conseguidas se existir uma equipa de colaboradores, em todas as diversas áreas, coesos, dedicados e competentes.
Jornal das Caldas – Tinta Ferreira, presidente da Câmara, das Caldas disse num evento público que as Termas depois das obras iriam funcionar, com o apoio da Montepio Rainha Dona Leonor. Para esclarecimento dos nossos leitores levantamos algumas questões, interrogações que estarão na mente da maior parte dos habitantes desta cidade.
O Montepio tem interesse em explorar o Hospital Termal? Passará pelo Montepio a dinamização das termas caldenses?
C.A:. A questão é pertinente mas, de momento e para sermos rigorosos, deve colocar-se nos seguintes termos: já há alguns meses ao Montepio Rainha D. Leonor foi colocada a questão se, enquanto IPSS, importante e de reconhecida relevância na propriedade e gestão de um equipamento de referência na área da prestação de cuidados se saúde à população, estaria disponível para colocar a sua pratica e competências na matéria ao serviço da gestão do Hospital Termal, caso este equipamento passasse para a responsabilidade do Município.
Na altura o Montepio Rainha D. Leonor, ciente da enorme importância, a muitos níveis, desta questão, e motivado pelo que achou serem as suas responsabilidades de cidadania, disse que sim, que estaria disponível para colaborar com a Câmara Municipal na solução de gestão do referido equipamento, nas condições que, decerto, se encontrariam na altura em que as circunstâncias o impusessem.
Este assunto tem tido a evolução que é do domínio público, face à qual e mais recentemente, colocada novamente a questão ao Montepio Rainha D. Leonor, esta instituição reiterou na íntegra a posição anteriormente assumida: a sua completa e desinteressada disponibilidade para colaborar com a Câmara Municipal na gestão do Hospital Termal, logo que tal se revelasse necessário e oportuno.
É evidente que, como tem sido claramente assumido por ambas as partes, a inequívoca vontade da Câmara Municipal e a inquestionável disponibilidade reiteradamente revelada pelo Montepio Rainha D. Leonor, têm que ser sustentadas num protocolo escrito onde, de forma clara e pública, seja definido o quadro das responsabilidades assumidas pelas partes, quais os objetivos concretos a alcançar, bem como os meios que, por cada qual, serão disponibilizados para o efeito.
Devemos acrescentar que, nesta matéria, têm sido feitos alguns contatos preparatórios mútuos, mas nada de concreto já está definido.
Dito isto e respondendo diretamente as questões colocadas, o Montepio Rainha D. Leonor pode afirmar com clareza que, tirando o que considera serem as responsabilidades de cidadania inerentes ao seu estatuto na sociedade e à sua história, a reiterada disponibilidade para colaborar com a Câmara Municipal na gestão do que venha a ser o Hospital Termal, não pode ser interpretada como reveladora de qualquer interesse especial na exploração deste equipamento, em qualquer contexto que seja subsumível a uma motivação de carater material.
A posição do Montepio Rainha D. Leonor é muito clara: reconhecendo à Câmara Municipal e à Assembleia Municipal total legitimidade para tomarem as decisões que acharem adequadas nesta matéria, interpretando o convite oportunamente formulado como o reconhecimento de que esta instituição tem as condições e as competências entendidas como indispensáveis para o efeito, ponderadas todas as questões, o Montepio Rainha D. Leonor entendeu, humildemente, que não podia recusar o que considera, considerará sempre, mais um serviço prestado às Caldas da Rainha e ao que a sua história tem de mais rico.
Se passará, ou não, pelo Montepio Rainha D. Leonor a dinamização das Termas Caldenses, isso só o futuro e as circunstâncias do que isso seja, poderão esclarecer.
Uma coisa é certa: o Montepio Rainha D. Leonor fará sempre, estará sempre na primeira linha, da defesa das Caldas da Rainha e do interesse dos caldenses, como faz desde 11 de março de 1860.
Se o vai conseguir ou não, seria de uma imprudência extrema e de uma desonestidade mental sem nome, afirmá-lo. Agora que, se estiverem reunidas as condições para tal, vai tentar, vai dar o melhor que pode e sabe, de forma honesta e materialmente desinteressada, isso vai.
Jornal das Caldas – Consideram que estão aptos para gerir o Hospital Termal? Que ideias têm para a sua gestão?
C.A.: As competências do Montepio Rainha D. Leonor são publicamente conhecidas e, como se sabe, não se referem, especificamente, ao setor do termalismo.
Todavia, estamos em crer que a gestão, em geral, de um Hospital Termal não andará muito longe do que é a gestão das unidades que hoje são o quotidiano desta instituição: uma casa de saúde, uma unidade de cuidados continuados, um lar de idosos e um equipamento de residências assistidas com SAD.
No que seja de específico, e muito será certamente, atuarão os quadros mais habilitados cujo contributo se possa contratar e, especialmente, serão usadas doses maciças de rigor e de sensatez.
Jornal das Caldas – Que tipo de tratamentos estão a pensar disponibilizar aos aquistas?
C.A.: Há muitas ideias sobre esta matéria. Aliás, potencialmente, cada Caldense pensa, pelo menos, uma coisa diferente sobre este assunto mas, como é óbvio tudo está dependente das circunstâncias, complexas e de diversa ordem, que existirem na altura em que tiverem que ser assumidas as várias opções em presença e, especialmente, daquilo que for a opinião e os consensos que se registarem entre os especialistas na matéria.
O que puder ser feito, o que terá que ser feito, sê-lo-á certamente.
Marlene Sousa




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