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Veterinário condenado a pena suspensa por fraude em subsídios

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O Tribunal de Leiria condenou no passado dia 1 um médico veterinário a três anos e meio de prisão, com pena suspensa, por dois crimes de fraude, um deles na forma agravada, na obtenção de subsídios no valor de 33.009 euros.

Os crimes começaram em 2005, num esquema em que, de acordo com o tribunal, o homem atuou em coautoria com dois empresários, envolvendo a candidatura a subsídios comunitários atribuídos pelo Instituto Nacional de Garantia Agrícola – hoje Instituto do Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP) – a criadores de gado bovino.

Segundo a agência Lusa, na leitura do acórdão, a juiz presidente afirmou que o coletivo de juízes “não tem dúvida nenhuma de que o estratagema foi fraude à lei para receberem mais subsídios do que o que deveriam receber”.

O limite para atribuição de subsídio era 90 cabeças de gado, mas o veterinário e outros dois implicados, proprietários de um número de animais superior a esse em Caldas da Rainha, “passaram as restantes cabeças para amigos e familiares”, para receberem, em conluio com estes, mais apoios comunitários por explorações de bovinos que não existiam.

O veterinário funcionava de ligação entre os proprietários do gado e os restantes implicados, que recebiam uma percentagem do subsídio.

Esses crimes envolveram a mulher com quem o arguido vivia em união de facto, que colocou candidaturas em seu nome e assinou vários papéis, dando direito a um financiamento de 20.942,72 euros, dividido em várias prestações.

Também uma mulher com quem o arguido mantinha uma relação extraconjugal assinou documentos para receber financiamentos, dos quais foi pago apenas parte.

O tribunal fixou um cúmulo jurídico de três anos e seis meses, suspensa por igual período, e 90 dias de multa, que corresponde a 720 euros. O condenado terá ainda de devolver 33.009,02 euros.

Do processo foram extraídas certidões a enviar para o Ministério Público sobre os restantes envolvidos, para eventual procedimento criminal.

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