A assinatura destes acordos apenas formaliza uma colaboração que já decorre há algum tempo. Tanto o PH como o IPL, através dos seus dirigentes, Isabel Xavier e Nuno Mangas, respetivamente, manifestaram que a participação neste projeto é uma “grande responsabilidade e privilégio”, sendo de enorme pertinência para as Caldas.
Na sua intervenção, a presidente do PH explicou que a associação está a trabalhar na criação de um Centro de Estudos e Documentação relativo à atividade cerâmica e à vida e obra de ceramistas nas Caldas da Rainha durante o século XX. Este centro designar-se-á “Centro de Estudos e Documentação Ferreira da Silva” e a ideia é que o acervo seja disponibilizado à investigação.
Uma reedição atualizada da revista “Paredes de Louça: Azulejaria de Fachada das Caldas da Rainha” e uma cronologia da cerâmica caldense do século XX, bem como uma obra sobre o tema “Cerâmica e Gastronomia das Caldas da Rainha” são outras das ações que resultarão da colaboração com o PH.
A associação acompanhará os trabalhos de curadoria de uma exposição sobre a coleção de cerâmica de João Maria Ferreira, a cargo de Margarida Elias, bem como a elaboração do respetivo catálogo, cuja edição fica a cargo da Câmara Municipal.
O PH vai receber “uma verba de toral de 44.260 euros”. Mas conforme o acordado, “receberá este ano 30 mil euros (a 1ª tranche de 50% paga com a assinatura do protocolo e 2ª tranche em outubro)”, afirmou o presidente da câmara das Caldas da Rainha, Tinta Ferreira, durante a cerimónia de formalização do acordo.
A autarquia irá contratualizar com o IPL uma prestação de serviços no valor de 74.450 euros para financiar um conjunto de iniciativas desenvolvidas pela Escola Superior de Arte e Design (ESAD.CR) no âmbito da Marca Caldas Cidade Cerâmica e da Festa da Cerâmica 2016.
Destas, “cerca de um terço já foram realizadas e as restantes serão realizadas até ao final do ano”, afirmou o coordenador do projeto, João Bonifácio Serra.
Nuno Mangas, para quem “esta iniciativa faz todo o sentido nas Caldas da Rainha, e para a ESAD.CR”, avançou que o contributo desta entidade será no desenvolvimento da estratégia de comunicação e desenvolvimento da marca “Caldas Cidade Cerâmica” e da Festa da Cerâmica 2016, a que se soma a conceção, coordenação e execução de conferências, catálogos, exposições, o Projecto Empenas, a exposição e catálogo sobre a Fábrica Molde, entre outras. Em novembro irá ser lançada a revista de cerâmica.
Os alunos da ESAD.CR estão também envolvidos num concurso para a execução de painéis azulejares para as empenas dos edifícios da Praça da República (praça da fruta).
Tinta Ferreira reafirmou a revitalização e projeção das “origens” das Caldas, e concretamente da cerâmica, como uma das opções estratégicas de desenvolvimento do Município. Para tal, é necessário estar “associado a entidades que já tenham dado provas nesta matéria, de forma muito qualificada”, apontou.
O Projeto Caldas Cidade Cerâmica tem como objetivo promover o conhecimento e a repercussão externa das atividades centradas na cerâmica, realizadas nas Caldas da Rainha e na região, envolvendo diversos tipos e dimensões da produção cerâmica industrial, artesanal, utilitária, decorativa e artística.
Para esta iniciativa a autarquia vai investir este ano 270 mil euros, na realização de 34 iniciativas que deverão conduzir à apresentação em 2020 de uma candidatura das Caldas da Rainha ao título de cidade criativa reconhecida pela Unesco.




0 Comentários