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Doente seis vezes no hospital com diagnósticos e medicamentos diferentes

Marlene Sousa

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Hélio Santos Tereso, de 36 anos, natural da Bufarda – Atouguia da Baleia, foi seis vezes consecutivas à urgência de Peniche e das Caldas do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) com dores fortes no abdómen e depois de ser observado deram-lhe alta com diagnósticos e medicamentos diferentes.
Hélio Tereso tem 36 anos

Sílvia Neves, esposa do doente, disse ao JORNAL DAS CALDAS que na manhã de 30 de junho o marido se queixou “de uma dor forte no abdómen, que não se aguentava em pé” e que foi transportado de automóvel, pela esposa, à urgência de Peniche, onde “depois de observado mas sem lhe fazerem exames, lhe deram alta com medicação”. Umas horas depois sem conseguir manter-se de pé e com mais dores abdominais e vómitos dirigiu-se com a esposa às urgências do Hospital das Caldas. Segundo Sílvia Neves, fizeram RX e TAC ao abdómen e deram alta com um medicamento diferente.

Na madrugada de 2 de julho, sentiu-se mal novamente e foi transportado pela sua mulher para as urgências do Hospital das Caldas, onde lhe fizeram “uma lavagem aos intestinos e deram alta com outra receita para um medicamento diferente”.

No domingo, a esposa de Hélio Tereso chamou o INEM pelas 14h00, porque o marido estava pior, alegando que “ele não conseguia ingerir alimentos porque ficava com dores insuportáveis no estômago”. Foi transportado pela ambulância para as urgências de Peniche onde lhe deram alta com um documento encaminhando-o para o médico de família para fazer exames. O doente dirigiu-se ao Centro de Saúde de Peniche, onde o médico lhe deu um documento para se apresentar ao Hospital das Caldas para lhe fazerem uma endoscopia de urgência.

De acordo com a familiar, Hélio Tereso entrou nas urgências do hospital das Caldas a 4 de julho com a carta do médico do Centro de Saúde para lhe fazerem a endoscopia. “Fizeram-lhe análises e disseram-lhe que não podia comer e beber nada porque iria fazer o exame no dia seguinte de manhã”, contou a queixosa, revelando que “depois de uma noite sentado num cadeirão sem poder ingerir alimentos, na “manhã do dia 5 de julho o médico de serviço das urgências não lhe quis fazer a endoscopia dando-lhe alta com outro medicamento”.

Sílvia Neves diz que ele perdeu e continua a perder muito peso e que não percebe “porque é que não o internam, dado que só consegue ingerir líquidos e comer gelatina”, temendo que “ele tenha algo muito grave”.

Em resposta ao JORNAL DAS CALDAS, o diretor clínico do CHO, António Curado, disponibilizou-se para ser contatado pelo doente para lhe marcar consulta de gastrenterologia com urgência.

Segundo apurámos, Hélio Tereso fez a endoscopia no dia 8 de julho e estava prevista uma colonoscopia no dia 12.

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