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Centro Hospitalar do Oeste e ESAD.CR assinaram parceria para realizarem iniciativas culturais

Marlene Sousa

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O Centro Hospitalar do Oeste (CHO) e a Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha (ESAD.CR) assinaram no passado dia 11, na Sala dos Reis, no Museu do Hospital e das Caldas, um protocolo de cooperação que permitirá o “desenvolvimento de iniciativas culturais que promovam a saúde e o bem-estar dos cidadãos”.
Ana Paula Harfouche e João Santos

A cooperação entre os dois organismos assenta numa base “cultural, educativa e técnica” envolvendo a comunidade académica da ESAD.CR, do polo do Instituto Politécnico de Leiria (IPL) e as equipas técnicas do CHO.

A parceria entre estas duas entidades incide sobretudo na organização e realização de projetos conjuntos, como “seminários, cursos, simpósios, e outros eventos similares”.

A ESAD.CR e o CHO comprometem-se ainda a dinamizar programas de estágio para os alunos e a promover a colaboração conjunta de docentes técnicos e formadores de cada uma das instituições.

O protocolo vai disponibilizar aos alunos da ESAD.CR “acesso ao acervo reservado do museu para a partir dele desenvolverem projetos e obras artísticas”, afirmou a presidente do conselho de administração do centro hospitalar, Ana Paula Harfouche.

O acordo estabelece ainda o acesso dos alunos e professores a “informação bibliográfica, documental e técnica”.

Para Ana Paula Harfouche o projeto é uma “grande responsabilidade e privilégio”, e “vai permitir que possamos fazer atividades em conjunto, nomeadamente no Museu do Hospital e das Caldas, que tem um ambiente que potencia a criatividade”.

“Os alunos da ESAD.CR vão ter oportunidade de ter acesso ao nosso acervo de forma a divulgar coisas que temos aqui em arquivo mas que são pouco exploradas e farão uma outra forma de estar e pensar dentro do hospital”, adiantou a presidente do conselho de administração.

Ana Paula Harfouche considera que a arte “faz de nós melhores seres humanos”. Uma vez que o serviço de psiquiatria do hospital das Caldas mudou para o espaço junto ao Museu do Hospital, a responsável acredita que este acordo irá promover bem-estar a “estes doentes”.

“Esta ideia de se poder abrir o que não se conhece do museu à exploração artística pode trazer novas formas de apresentar o que está escondido no museu e também novas formas de apresentar as capacidades da escola”, disse o diretor da escola, João Santos.

Os projetos a desenvolver poderão envolver “desde os alunos do curso de teatro, do curso de design de ambiente, de artes plásticas e de cerâmica e vidro”, acrescentou o diretor, estimando que “a partir de meados do próximo ano letivo possamos ter um programa” de iniciativas que vão ser desenvolvidas por ambas as entidades.

O protocolo não envolve custos para as duas instituições, podendo alguns dos projetos a desenvolver ser submetidos a candidaturas para financiamento.

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