A cooperação entre os dois organismos assenta numa base “cultural, educativa e técnica” envolvendo a comunidade académica da ESAD.CR, do polo do Instituto Politécnico de Leiria (IPL) e as equipas técnicas do CHO.
A parceria entre estas duas entidades incide sobretudo na organização e realização de projetos conjuntos, como “seminários, cursos, simpósios, e outros eventos similares”.
A ESAD.CR e o CHO comprometem-se ainda a dinamizar programas de estágio para os alunos e a promover a colaboração conjunta de docentes técnicos e formadores de cada uma das instituições.
O protocolo vai disponibilizar aos alunos da ESAD.CR “acesso ao acervo reservado do museu para a partir dele desenvolverem projetos e obras artísticas”, afirmou a presidente do conselho de administração do centro hospitalar, Ana Paula Harfouche.
O acordo estabelece ainda o acesso dos alunos e professores a “informação bibliográfica, documental e técnica”.
Para Ana Paula Harfouche o projeto é uma “grande responsabilidade e privilégio”, e “vai permitir que possamos fazer atividades em conjunto, nomeadamente no Museu do Hospital e das Caldas, que tem um ambiente que potencia a criatividade”.
“Os alunos da ESAD.CR vão ter oportunidade de ter acesso ao nosso acervo de forma a divulgar coisas que temos aqui em arquivo mas que são pouco exploradas e farão uma outra forma de estar e pensar dentro do hospital”, adiantou a presidente do conselho de administração.
Ana Paula Harfouche considera que a arte “faz de nós melhores seres humanos”. Uma vez que o serviço de psiquiatria do hospital das Caldas mudou para o espaço junto ao Museu do Hospital, a responsável acredita que este acordo irá promover bem-estar a “estes doentes”.
“Esta ideia de se poder abrir o que não se conhece do museu à exploração artística pode trazer novas formas de apresentar o que está escondido no museu e também novas formas de apresentar as capacidades da escola”, disse o diretor da escola, João Santos.
Os projetos a desenvolver poderão envolver “desde os alunos do curso de teatro, do curso de design de ambiente, de artes plásticas e de cerâmica e vidro”, acrescentou o diretor, estimando que “a partir de meados do próximo ano letivo possamos ter um programa” de iniciativas que vão ser desenvolvidas por ambas as entidades.
O protocolo não envolve custos para as duas instituições, podendo alguns dos projetos a desenvolver ser submetidos a candidaturas para financiamento.




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