Era possuidor de um profundo sentido estético e de sólidos conhecimentos técnicos e artísticos na área da cerâmica. Após o falecimento de Rafael Bordalo Pinheiro e a alienação em hasta púbica da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, assumiu a direcção artística desta fábrica, por convite do proprietário.
Tornou-se percursor na inovação do design da cerâmica decorativa portuguesa e representante da Arte Nova, revelando nas suas peças artísticas grande originalidade de fabrico.
A sua produção apresenta elementos de tradição naturalista oitocentista, onde sobressaem os vidrados uniformes metalizados, que se encontram em peças constituídas por corpos sóbrios e elegantes, com decorações harmoniosas e discretas, mas com modelos, texturas e brilhos inéditos na cerâmica portuguesa.
Costa Motta Sobrinho contribuiu para a renovação da cerâmica das Caldas da Rainha. Foi autor de muitas peças que embelezam praças e artérias de cidades portuguesas. Participou em diversas exposições internacionais e comemorativas e salões de belas artes, sendo distinguido com vários galardões.




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