O CDS votou contra mais subsídios a atribuir pela Câmara das Caldas à Associação para o Desenvolvimento Industrial do Oeste (ADIO), que gere a Expoeste. Em causa estava o valor de 15.942,50€ para apoio à organização do Caldas Fan Events – Lego Lovers e 12.664,08€ para subsidiar a organização do Campeonato Mundial de Artes Marciais.
“Adicionados a anteriores subsídios este ano aprovados por esta Câmara Municipal para a ADIO, totalizam já cerca de 80 mil euros em apenas seis meses, o que se traduz num enorme exagero que urge estancar”, sustentou Rui Gonçalves, vereador do CDS.
“Estes subsídios, solicitados pela ADIO, são justificados pela Câmara Municipal como apoio às entidades organizadoras dos eventos, enquanto pagamento do aluguer do pavilhão” da Expoeste. No entanto, em ambos os casos, foram cobradas entradas e a avaliar pelo número de visitantes publicamente anunciados, as receitas de ambos os eventos terão sido bastante elevadas, pelo que não se justificam estes subsídios por parte da Câmara Municipal”, considerou o autarca.
E acrescentou: “Nestas circunstâncias, deveriam mesmo as entidades organizadoras proceder a uma prestação de contas rigorosas ao Município, como entidade financiadora”, pois, “além destes subsídios, o Município subsidiou diretamente as entidades organizadoras”.
“A sistemática solicitação de subsídios por parte da ADIO, no sentido de apoiar a realização de eventos, merece da parte do CDS-PP várias questões quanto ao modelo de gestão da Expoeste. Desde logo, ocorre-nos questionar, qual é afinal o preço do aluguer do pavilhão? Ou, quais são os critérios para determinação dos valores? Se existe um preço tabelado e um critério definido, como seria exigível, o valor do aluguer e consequentemente do subsídio, deveria ser igual para o mesmo número de dias, ou proporcional em função do número de dias. Não é isso que acontece, levando a concluir que o que está em causa, não é o valor de aluguer, mas antes a atribuição de um qualquer valor, dependente da necessidade momentânea da ADIO, para fazer face ao seu défice sistemático, constituindo-se a Expoeste como um sorvedouro de recursos financeiros, insuportável e inadmissível”, declarou Rui Gonçalves.
O vereador recordou que a Assembleia Municipal, aprovou há cerca de um ano uma recomendação, no sentido de ser constituída uma única entidade gestora conjunta dos três equipamentos municipais – Expoeste, CCC e Centro da Juventude – que, no seu entender, “poderia, pela criação de sinergias e de uma gestão profissionalizada, ser uma forma de reduzir drasticamente os exercícios deficitários a que vimos a assistir, sem que esse modelo proposto seja implementado”.



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