A Parada D. Afonso Henriques, na ESE, foi palco de demonstrações militares, mas antes o tenente-general proferiu um discurso dirigido aos alunos do 42º curso de formação de sargentos e aos soldados instruendos do curso de formação de sargentos em regime de contrato.
Falando da “casa mãe” dos sargentos, referiu que o estabelecimento de ensino militar “consolidou-se no seio do sistema de formação do Exército, pela qualidade”.
“Cumpre-se aqui uma das mais nobres missões da instituição, formando militares e cidadãos”, declarou, destacando a implementação do Centro de Línguas do Exército. “Verifico com agrado os trabalhos realizados na implementação de um novo modelo de formação dos sargentos dos quadros permanentes, tendo por base a estrutura de um curso técnico superior profissional, conducente à atribuição de uma qualificação de nível cinco, que pretende conferir mais e melhores competências de cariz técnico-profissional e aumentar o número de militares com qualificações de nível superior”, afirmou Antunes Calçada.
“Pela primeira vez, num só ano letivo, teremos realizado quatro cursos de progressão e três cursos de formação inicial, dinâmica formativa que consolida a escola”, disse o comandante da ESE, coronel Pedro Sardinha,
“Em coordenação com a Escola das Armas e Escola dos Serviços e com a supervisão da Direção de Formação, vimos apoiando os trabalhos relativos à planificação da futura formação inicial de sargentos, assente no nível cinco do Quadro Nacional de Qualificações”, adiantou.
“Alargámos o âmbito de atuação do Centro de Línguas do Exército, com a criação e realização de programas intensivos de aperfeiçoamento de inglês e francês para oficiais, sargentos e praças nomeados para cargos e missões no estrangeiro. E estamos a consolidar, em definitivo, o Centro, seja em termos infraestruturais, seja em termos de estabilização do seu corpo docente”, descreveu o comandante.
Pedro Sardinha anunciou ainda que “para além do necessário apoio médico à Escola, alargámos o apoio social à família militar com o apoio sanitário semanal através de um médico com contrato de avença”.
Terminou o discurso revelando que em breve, encerrando um ciclo de comando de dois anos, deixará a ESE, saindo com “o sentimento do dever cumprido”.
Seguiu-se a imposição de condecorações a militares da ESE que se distinguiram. Com a medalha de serviços distintos, grau prata, foi distinguido o tenente-coronel Patrício Álvares. Com a medalha de mérito militar de 3.ª classe foi condecorado o capitão Jorge Batata. Foram condecorados com a medalha de mérito militar de 4.ª classe o sargento-ajudante Roque Tomé e o primeiro-sargento Garcia Rodrigues. Com a medalha D. Afonso Henriques, 2.ª classe, foram distinguidos o tenente-coronel Esperança Fiel, com a medalha D. Afonso Henriques, 3.ª classe, o capitão Cardoso Teixeira, e com a medalha D. Afonso Henriques, 4.ª classe, o sargento-ajudante Vergara Perez.
A exposição “Portugal na Grande Guerra”, no auditório da ESE, foi inaugurada nesse dia, sendo depois transferida para o “Céu de Vidro”, no Parque D. Carlos I.
A ESE realizou um conjunto de atividades no interior e no exterior do quartel de 30 de maio a 2 de junho. Decorre o regime de porta aberta, com abertura da escola à comunidade local e realização de visitas guiadas, teve lugar o corta mato no Parque D. Carlos I, com participação de equipas da ESE e das instituições caldenses, entre as quais os estabelecimentos de ensino, foi inaugurado o mapa toponímico do Parque D. Carlos I e realizou-se um peddypaper com os alunos do 1º ciclo presentes no Parque, no âmbito do Dia Mundial da Criança, e teve lugar um seminário sobre proteção ambiental, no auditório da ESE.









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